sexta-feira, 23 de junho de 2017

Com e sem palavras.

A cada palavra,
menos significado.

As sílabas que dançam

vão em vão
lado e alado.

Perde-se fala,

falada,
escrita,
vulgar. Varada.

A mímica 
é vazia,
no escuro.
No nada. Há tudo.

O cego fala ao surdo.
O surdo vê um mudo.
O mudo ouve o mundo.

E o mundo é só uma palavra.
Que muda

dependendo
de quem a fala.

E como toda palavra.
Fica com menos 
significado.
Descubro as palavras.
Me cubro de mundo.
Me vejo cego.
Não sou surdo.
Ou mudo.

Se não mudo.
Fico tudo.

Cheio de nada.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Seguinte, sigamos seguindo.

A água que sustenta o barco, é a água que o afunda. O barco furado, precisa ter água tirada do seu interior, e posta no seu exterior. Sem água o barco não se move. Com água no lugar errado, ele afunda.
Eu caminho sobre o chão que caio. O que me derruba, muda. Pode ser o vento, a pedra, o medo ou o tiro. O que me derruba não me importa tanto. Me ergo e sigo. Vou indo. Pé por pé. Passo por passo. O caminho não fica menor porque a gente cai. O caminho é o mesmo. De pé ou deitado. Sorrindo ou chorando.
A gente descasca avançando no caminho. E nos descascando, refazemos nós mesmos. Diferentes do que éramos. Sendo o que somos. Vendo o mundo com novos olhos. Ouvindo com novos ouvidos. E seguindo.
Parados, caídos, nos recusando a se mover. Tudo permanece. Tudo petrifica. Todo tempo se congela, e a chuva e o sol se soldam. Com dias após dias. Da mais perfeita igualdade. De total cristalização.
Alguns de nós, pelo motivo que for, preferem virar pedra do que descascar novas peles. Do que sangrar velhas dores. Do que crescer novas asas. Sem saber que o ato de descascar é impossível de ser impedido. Que mesmo as pedras, depois de milênios e milênios paradas no sopé da montanha, se partem. Se quebram em pequenos cascalhos. E escorrem, rolando pelas encostas até rios. E dos rios até os oceanos, se desgastando a cada milimetro que percorre. Até ficar pequena demais para ser vista. Até o que chamamos de desaparecer. Mas ao contrário do que pensamos, o vazio que preenchia toda grande rocha, está ali na quase invisível partícula da que sobrou.
E talvez, esse vazio de onde viemos e para onde iremos, seja um dos sentidos da vida. Talvez o sentido da vida, seja uma referência ao sentido em que a vida segue, do bebê ao avô. Da montanha, a pedra invisível no fundo do rio. O sentido do movimento que a vida tem. Como uma maré. Por mais que você fique parado, o sentido do dia é virar noite e virar dia novamente.
O sentido é o caminho.
Por mais que você escolha em ficar caído no chão. Chorando e reclamando das pedras e dos espinhos. O caminho é o sentido, é onde seus pés batem para segui-lo. O caminho é a água do barco. É o barco. É o furo. O caminho é o pé, o dia e a noite.
Alguém vai me perguntar: "Mas o objetivo é descascar? Devemos ir rápido pelo caminho então?".
Eu acho que não. A pedra vai demorar mais para descascar do que o bebê. Mas o que importa é que saímos do mesmo ponto e ao mesmo ponto chegaremos. Sendo pedra, pássaro, água ou nós mesmos.
Equilibrar a velocidade nos faz mais felizes do que gigantescas pedras tentando chegar aos oceanos. Cada qual com seu caminho.
Todos sendo o mesmo, um. Nunca totalmente sozinhos. Mas sempre únicos e ligados. Como folhas e galhos.
Como pés e chãos.
Como a água do rio que termina no mar. Para evaporar e se tornar chuva. Dando vida, morte e água novamente.
Até que o tudo absoluto se torne um tipo de nada confortável, que todos nós chamaremos de lar.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

É por ali ó!

Aqui na terra da madeira em brasa, que virou Brasil. Mas podia ter sido chamada de Pau de fogo. As coisas não vão muito bem... E eu nem me refiro as nossas noções distorcidas de serviços (deserviços, no nosso caso) públicos. Não, não cara pombinha digital que "avoa" por esse marzão de informação que é a rede. Neca de pitibiríba!
Eu falo é da doença silenciosa. Invisível aos olhos destreinados da massa. Um mal ardiloso, pegajoso, quase sombrio. Indetectável por exames físicos. Uma doença que se prolifera como um fungo sobre madeira molhada na sombra.
Na terra do "fevereiro tem carnaval" a gente vive na esperança de um dia que nunca amanheceu. Mas que em toda propaganda política já produzida, é amanhã. Pois bem pombinha digital, amanhã vai melhorar. Amanhã, vou construir. Amanhã, vou cobrar. Amanhã, sem sombra de dúvida, vou resolver. Vou conseguir. Vou fazer. Vou te encaminhar.
Amanhã é um dia tão distante. Mas tão distante. Que eu desconfio, nunca virá. E enquanto isso, as grávidas que tenham seus bebes no chão na frente das maternidades. Debaixo dos viadutos. Nos becos do porto. Da grota do esgoto. No lixo. E que já aproveitem que estão sangrando o pós parto e morram. Uma morte poética, alguém vai me dizer. Uma morte bonita! E se tu reclamares muito, a polícia vai te cobrar a propina pra não te assaltar. E o assaltante vai te furar com uma lâmina cega e enferrujada porque tu estavas sem dinheiro. Dinheiro esse que tu pretendias usar pra pegar uma lotação pra ir pra casa. Depois de um dia de 12h de trabalho. Recebendo apalpões na bunda, vindas de homens e mulheres que tu não entende se querem tua carteira ou teu sexo. E tu nem te importas mais. Teu corpo já nem é mais teu. Teu corpo é um caco quebrado do que foi, quando era inteiro.
E a unica coisa que te sobra, é uma partícula da mente gritando que o mundo ficou louco. E que tudo está muito errado. Mas tu, pombinha digital, está cansado demais pra revidar aos argumentos. Tu sabes que todo político é ladrão. E que ninguém presta. Tu assume as asneiras gritadas tantas vezes pela massa, repetidas tantas vezes nos microfones dos palanques que viraram verdades.
Tu diz que é assim mesmo. Sem nunca nem ter sabido como era de outro jeito.
E tu segue o caminho caminhado antes de ti. Pegada por pegada. Do morro pra cozinha, da cozinha pro coletivo, do coletivo pra tua cama, da tua cama pro caixão. E aí tu vaga a cama pra outro ser que nem sabe que é humano deitar, levantar e morrer. E assim a gente vive, cada um na sua prisão domiciliar. Assistindo o pau Brasil arder nas florestas. Até virar um carvão tão preto quanto a pele do negro acorrentado a todas as nossas obrigações impossíveis de concluir.
E o país inteiro sangra. E sangue é vermelho. Não é azul. Não é preto. É da cor do lábio e da carne do povo. Da foice e do martelo cruzados. Como uma esperança de que sangrando a gente consiga resolver o que não foi resolvido. Dividir a dor, o amor e o calor. Mas os porcos que se sentaram a mesa, tem um amplo gosto por uísque. E uísque custa dinheiro. Dólar. Bufunfa. Euro. Cascalho. E até real! Ninguém cobra abraços por uísque. Não cara pombinha.

Ninguém dá o que se vende.
Enquanto o nosso Lula "não sabe de nada", "não viu nada", "não participou de nada", "deve ter sido a Marisa", "eu sou honesto", "estão me perseguindo", "tadinho de mim...", enquanto ele tudo isso.
A gente se fode como sempre se fodeu na mão da direita, do centro e agora da esquerda. É. Tá confirmado, o espectro político brasileiro foi todo utilizado. Da extrema direita a extrema esquerda, nada funciona. Vamos terceirizar a nossa política para a Finlândia. Proponho aqui uma recolonização da nação brasileira. Vamos voltar a ser colônia de alguém que consiga concertar esta bagunça. Assim como um viciado em maconha, álcool ou compras a gente não consegue sair sozinho dessa fossa. Vamos visitar o AA da política. O PA (políticos anônimos). Vamos sentar em roda e dizer:

"- Eu sou político e eu roubei. Roubei, menti, matei e violentei. Sem pena...".
Vamos ter a conversa velada que nunca aconteceu. A conversa que se posterga para sempre, para amanhã. Para aquele dia que nunca chega. Para aquele momento em que nunca vivemos.
Aquele um dia. Que nasceria como qualquer outro. Com um sol silencioso. Nuvens e vento. Mas que antes do seu fim, todos políticos de todas as esferas entenderiam que a população dessa nação não aguenta mais. Que não podemos e nem queremos esperar mais 1 segundo que seja. Que ou acontece, ou tudo seria posto a baixo. Tudo seria queimado. Que sangue seria derramado sim, como é todo dia. Mas não seria só sangue pobre. Sangue miserável. Seria sangue rico. Sangue dos filhos deles. Não só dos pretos pobres e favelados.
E aí eles tremeriam de medo.
E entenderiam que mesmo que nós tenhamos sido violentados em diversos níveis no decorrer dessa história, um novo dia nasceu.
O amanhã seria hoje.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Lembrem-se de mim - ele disse.

Era outono. Um final de tarde daqueles de cinema. Céu amarelo, vermelho, roxo e negro. Ventava um vento ameno. Que fazia a grama dançar na calma de cada lufada. Os galhos das árvores uivavam com o atrito do ar. Era um daqueles momentos silenciosos, de pesar. De não se esquecer tão cedo. Mesmo onde estávamos, no campo aberto, do lado de fora da casa parecia ser um lugar fechado. Um comodo do mundo. Um cantinho bendito entre a terra e o firmamento. Uma ponte para o além. Para o depois do que vem.
Quase era possível ver a cortina da eternidade suavemente flamulando. Se entreabrindo e entrefechando.
"- Ela está aqui..." - ele balbuciou com os olhos perdidos no céu e sorriu.
Mais de uma pessoa perguntou "quem?", mais de uma pessoa queria saber "quem está aqui?". Alguns de nós nada disseram. Eu acho que ele falava do fim. No feminino. Como sendo a morte, talvez... Ela deve ser a causadora da partida. 

A viagem. 
A jornada.
Não dá pra explicar tudo com palavra, caro(a) leitor(a), mas gosto de pensar que o silêncio respondeu a todas as perguntas.

Eu não me considero um ser humano religioso. Nunca me fez muito sentido a ideia de "pai celestial". De um criador provedor da existência. Um causador de bençãos ou maldições. De um juiz capaz de devolver erros ou acertos a cada ser de acordo com a sua conduta.
Mas isso nunca me fez descrer na espiritualidade. Eu gosto de pensar, por mais idiota que seja declarar isso, de que esse plano extraterreno, extramundado é distante da nossa perspectiva de acerto e erro. Releva essa ideia de bom e ruim. De positivo e negativo.
Vai ver, foi por isso que ele sorriu ao dizer "ela está aqui...". Ele sorriu como que vendo além dos átomos e moléculas. Ele viu o que para nós é invisível. É irrelevante. E que talvez para o resto do universo seja a essência.
E por um segundo hipotético, não mais do que isso, por um instante, um respiro. Um momento, eu vi que ele não se importava mais. Que de alguma forma ele entendeu que aquele corpo velho e cansado. Aquele veículo doente e usado, tinha encontrado seu ponto final.
Segurei a sua mão enrugada. Suas unhas bem feitas e delicadas. Seus pelos finos e brancos, bem espaçados. Sua pele fina e frágil, de tantos sóis e tantas chuvas. De tantos cortes e tantas lutas. De tantas roupas e uniformes. De muitos amores. De dias de vida e desse dia de morte.

Movi meus olhos e vi seus olhos me olhando. Não éramos só nós que estávamos tristes, o mundo estava chorando.
"- Sem choro..." - ele disse rápido. Quase grosso. Como quem diz com pressa. Sem tempo para perder o trem que não o espera. Sem tempo para perder a onda que tudo leva.
"- Lembrem-se... de mim..." - disse sorrindo um sorriso bonito. De dentes amarelados de cigarros e vinhos. Com lábios finos. E uma barba rala, sem compromisso, sem expectativa. Ainda sorrindo, piscou seus olhos azul turquesa. Com suas sombrancelhas hirsutas.
E suspirou.
Um suspiro final.
De quem solta o ar sem de novo puxar.

A vida sempre termina no suspiro, me disse uma professora de yoga. Me lembro disso, quando expiro.
Ele suspirou para nunca mais expirar.
Devolveu o ar ao mundo sorrindo. Sem de novo puxar.

Vá em paz, tu que vais partir. Segue teu caminho, não precisas mais estar aqui. Fica tranquilo, escuta minhas palavras: essa dor que sentimos um dia passa. Teu rastro será só amor. A lembrança que tu nos deixa é de vida. E a vida precisa sempre continuar.
Tu cumpriu teu papel. Sem exceder nada. E nada faltar.
A saudade que sentimos é a saudade que deixamos.

Amanhã nos encontraremos.
Palavras não resolvem o que não entendemos.
Te vejo mais tarde.
Te vejo do lado de lá.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

https://www.youtube.com/watch?v=rzsIToKA0o8

Interno inferno eterno.
Que arde quieto.
Queima hodierno.
Sem luz, sem chama.
E conselho fraterno.
Vejo a navalha vindo.
Em silêncio, me consterno.

O corte abre.
Dor que não espero.

Sangue que desprezo.
Em silêncio e desespero,
alterno.
Um mundo
de gravata e terno.
Onde o antigo é
moderno.
E meu barco flutua

o galerno.
Minhas memórias

encaderno.
Fecho a casa,
espero o inverno.
Interno inferno eterno.
Dentro de mim,
me espero.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Comunicar e ser.

Compre aqui! Promoção! Melhor preço! Único com esse serviço! Essa é a sua chance! Curta! Compartilhe! Interaja! Se aproxime! Veja isso! Não perca! Só hoje! Só amanhã! Só agora!
É, a comunicação sabe ser bem impertinente. Em uma época onde todo mundo carrega o acesso a informação no bolso, e escolhe o que vê, quando vê, como vê. A comunicação precisa ser bem pensada. E bem repensada.
Eu vejo anúncios de revistas impressas e digitais, aí vejo placas de rua gigantescas e posts em mídias sociais que não tem mais fim. Eu sento na frente da TV, com o celular na mão e os anúncios saltam como milho virando pipoca. Meu celular apita, e eu recebo um SMS de uma operadora de telefonia móvel me oferecendo a chance de ganhar um carro mais 1 milhão de reais caso eu responda meu CPF por msg. Caminho na rua e me entregam panfletos que eu jogo no lixo sem ler.
Mas será possível?

Eu abro a minha timeline do facebook, e a quantidade de coelhos que aparecem na páscoa é excessivamente chata! Só que tudo bem,  as pessoas postam coelhos na páscoa. De repente, surge uma marca local que eu nem curto a página se "oferecendo" para o meu like com um post de páscoa. Algo do tipo: Feliz páscoa, impressoras com 30% off em abril.
Inferno!
Desço mais, recebo outra: Feliz páscoa, picanha em promoção no supermercado XUXUZINHO!
Serio?!

Continuo descendo, deve ter fundo esse poço: Feliz páscoa! Páscoa é época de renovação, troque seu carro na garagem BLABLABLA!
Desisto!
As pessoas consomem isso mesmo?
Ou simplesmente usam o google/lista telefonica/contatos para fazer uma procura quando precisam?

"Ah mas precisamos comunicar o que estamos fazendo!"
Precisamos!
Pera ai!
Precisamos?
Será que um dos pontos de realmente evoluirmos a comunicação dos nossos clientes não seja o de pensarmos em mais espaço para os nossos consumidores?
Será que não é chegada a hora de deixarmos que os consumidores decidam o que realmente querem?

Porque do jeito que tá a impressão é de que o mercado publicitário esteja cada vez falando mais alto. Gritando a todos pulmões produtos, serviços e marcas.
Até que fica todo mercado berrando tanto, que os consumidores precisam usar tampões de orelhas para conseguirem transitar por esses meios (vide AdBlock, por exemplo).
Quem grita mais alto vende mais?
Não Jão. Não vende. Faz tempo que não...
Esse conceito é tão torto quanto o "fale mal, mas fale de mim" ou "comunicar-se boca a boca".
Veja bem, não estamos falando em não fazer nada. Estamos falando em fazer de um jeito diferente. Em comunicar e ser uma alternativa que possibilite a mudança.

O ser humano é um animal coletivo. Já estudamos isso. Na nossa maioria (e isso não significa a totalidade), aplicamos o conceito de bando para muitas das nossas ações e relações.
Comemos em praças de alimentação, porque comer sozinho em um espaço isolado é considerado desagradável.

Caminhamos em espaços coletivos, porque transitar sozinho em uma via pode ser até perigoso.
Achamos graça das mesmas coisas, porque as vezes a piada nem precisa ser tão boa, mas eu acho graça do jeito que o outro ri.
Temos linhas de pensamento similares. Determinadas por nuances tão frágeis que na maior parte das vezes nem conseguem ser contabilizadas.
Ok, a massa nos representa de diversas maneiras.

Mas toda comunicação precisa ser massificada para funcionar?
Enquanto eu vejo um amigo me falando dos números da indústria, eu me lembro das primeiras aulas de marketing da faculdade.
"- Os números esfriam as relações, cuidado com eles..." - dizia meu professor.
Demoramos anos para entender isso, meu professor já morreu inclusive. E eu fiquei ruminando isso por quase uma década. Ainda hoje eu me encontro com esse pensamento de vezes em quando.
Os números esfriam as relações. 
Claro, muitos entendem que o número te aproxima do foco. Porque enquanto tu estiveres vendendo 10% a mais do que tu vendias no mês passado, tudo vai estar lindo, certo?
Talvez.

Aumentar a quantidade de vendas efetivadas deve ser o objetivo principal de toda empresa? O lucro é mesmo o ponto final dessa relação que nós travamos com nossos clientes?
Existem alternativas?
Ao meu ver, a pergunta é: onde é a linha de chegada?
Muitas marcas terminam na venda, mas as marcas que eu realmente admiro continuam correndo depois da venda acontecer. E não necessariamente visando a próxima venda. Mas sim a construção de uma imagem sólida em relação as expectativas dos consumidores.
Agora veja bem, nobre leitor, a palavra CONSUMIDORES precisou ganhar destaque.
Nós consumimos mais do que produtos e serviços. Nós consumimos atitudes. Consumimos posicionamentos. Talvez, a efetivação da relação comercial na era digital seja a ponta de um iceberg que esconde submerso uma série de relativismos individuais de cada um.

Você não compra só o que ama, eu sei. Mas você definitivamente não consome o que odeia.
Posicionar um player em qualquer mercado de acordo com a expectativa dos seus consumidores e possíveis consumidores é um jogo complexo. Que vai além da promoção, do preço e do ponto de venda.
Mas quem foi que disse que a comunicação é simples?

O ciclo de consumo da era digital vai te exigir ritmo. Vai te julgar e publicar no facebook caso goste ou não do teu comportamento.

E o que se pode fazer? Muita coisa. Mas gritar alto, não vai ajudar.
Te garanto.