50 tons de cinza
Achei que era um dia colorido. E era. Só que ao contrário. A cor estava lá, escondida de preto e branco. Voando sobre o pasto, alheio a humanidade. Alheio a realidade. Alheio a tudoidade. Tanto cinza. Até depois do morro. Depois do morro, o dia é azul e amarelo. O fim da tarde é púrpura saudade com roxo de verdade. E a noite é só um manto de sombras em cima disso tudo. Brincando como uma criança, com fogo. Brincando como uma criança brinca, enquanto a morte lhe observa em silêncio.