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A mostrar mensagens de agosto, 2011

Baby, it's 3 a.m. i must be lonely.

- Que merda né ? - Verdade. Uma das grandes. - Amanhã pode ser melhor, ou algo assim. - É, eu sei. Ou numa dessas, pior. - Ok. Exatamente agora não podes dizer como eu sou. E talvez nem tu estejas em tua total razão. Mas é uma grande de uma merda. E eu acredito que se tu ficares um pouco mais, vais ver. Amanhã será melhor. - Tá bom. Eu fico então. - Obrigado. : ) - Maldito diálogo imaginário. Nada é como se pensa ser. Tudo é tão frívolo. Você se esquece frequentemente: a imperfeição do Universo é que lhe dá beleza.

A pior coisa do mundo.

É o silêncio que fala mais que a palavra.

Pisei num prego e minha alma escorreu pelo furo.

Credo, que título dramático ! Quem eu quero enganar ? Sou bem dramático, as vezes. Mas a vida é cheia de episódios de novela mexicana. Alguém há de concordar. Eu realmente pisei num prego. Foi bem dolorido, mas vou sobreBiber ! Como o Justin. Senti um punzinho desses bem silenciosos escorrendo pela palma do meu pé. Pensei que fosse a pressão de um dia tenso de trabalho. E demorei pra perceber, era minha alma. Ela fugia de mim. Minha alma saiu inteira pela furo do prego enferrujado e me abandonou. No oco do viver sem alma, tentei chorar e não consegui. Sabe como é foda chorar sem ter uma alma ? Não desejo isso pro meu melhor inimigo. Parece que as vezes tudo é feito pra dar certo ou errado. E eu me sinto uma marionete com meus tendões atados a uma presilha de madeira. Na mão de algum artista circense. Como se minhas culpas não fossem só minhas. Nem meus acertos... Meu barco de papel, feito de jornal flutua pelo tempo como em um oceano cristalino. Vejo o fundo e outros barcos. ...

A procura de algo que valha a pena ouvir.

Além de a vida parecer tão mais simples nos anos passados, era tão mais fácil ouvir bandas boas. Eu lembro de quando Nirvana foi novidade pros meus ouvidos. Eu sou o filho mais novo de uma grande ninhada. Minha irmã chorava a morte de Kurt Cobain enquanto meu irmão me incentivava a curtir a primeira em sol menor de Tchaikovsky. Eu tinha 12 anos e mal sabia tudo que a vida me reservaria. Mal sabia não... Eu definitivamente não sabia. Mas isso me guia a próxima página, que me grita: "- Um dia vais achar que com 29, não sabias o que a vida te reservava igual, seu tanso !". Possível. Um dia eu escrevo esse texto de novo. Mas por hora. Eu tenho ouvido muito violão e voz. Tem muita coisa boa nesse gênero musical. Entre as melhores para mim: The head and the heart, City & Color e Mumford and Sons. Alguém pode me jogar uma pedra e perguntar aonde eu enterrei Bob Dylan, em lugar nenhum... Ele não sai do meu iPod. Mas depois de quase 15 anos ouvindo suas batidas de violão, resolvi...

Ouça o que eu acho.

Um homem moribundo no frio, sem sapatos. Ele caminhava ouvindo o gralhar dos corvos sobre a sua cabeça. Seus pés negros, consumidos pelo frio, não sentiam mais o pisar. Mas parar não era uma boa opção. Resmungava numa língua a muito esquecida, sobre os dias passados. Sobre os verões antes vividos e as noites de céu claro que havia visto. Seu corpo magro e torto, era a soma de tudo que ele era sem querer ser. Homem moribundo que caminha, ouça minha súplica: Volte pra casa. Não há nada para ti aqui. E mesmo que houvesse, tu morrerá s antes de encontrar. Sem dúvidas. E é então que ele me olha e diz: "- Não vamos todos nós, caro amigo viajante ?" - e dá mais um passo a frente. Rumo ao lugar que chegar. Rumo ao lugar em que seu corpo perder a sustentação e cair ? Indo em direção ao conhecido desconhecido. Ao esquecido conhecido. Ao nunca antes conhecido em breve desconhecido novamente... Homem moribundo. Flagelo da alma. Espelho de um mundo mudo.

Cigarros não farão o tempo passar mais devagar. Infelizmente.

O que ninguém diz, às vezes precisa ser dito. É engraçado como as vezes a vida se parece com um carro sem controle indo em direção a uma curva que termina em um penhasco. Essa frase é como deveria ser ? Não sei se existem tantos recuos possíveis no planeta do control+z. E eu, obviamente, não me importo com a estética do que escrevo. Mas se nada for dito sobre o carro descontrolado. Sem que nenhuma marcha seja reduzida. Ou nenhum freio acionado. Bom, aí a vida vai se parecer com a morte. Na grande verdade, pintando um quadro maior. E sabendo que eu insisto nesse ponto: a vida se parece com a morte. Morremos de amor. Morremos de tédio. Morremos de dor. Morremos de rir. Morremos todo o dia, não só nas expressões arcaicas. Morremos literalmente de fato. Viver é morrer, digo. Quando comemoramos um aniversário a mais, também comemoramos um ano a menos nesse planeta. Eu sei, existem as vitórias, as paixões, os dias vividos e tudo mais. Viver isso tudo, por si só, já é motivo para se comemorar...

Vamos fingir que não existimos ?

Severa é a palavra que cala. Palavras mansas saem das bocas dançando músicas lindas e cheias de duendes verdes amigos de criancinhas loiras com os olhos azuis. As palavras severas são caladas no porão da língua. Entre o berro que nunca foi gritado e o choro engolido a seco. E as pessoas dos nossos dias se esquecem que acumular muitas dessas coisas não é algo bom. Elogiamos a calma dos Fulanos, a paciência das Beltranas e aquele que grita feito um louco desvairado as verdades do mundo a gente chama de inconveniente ! De desregrado ! Até de coração de pedra já vi chamarem, vê se pode ? Pode ? Pode ! E te fode ! Isso mesmo que tu ouviu seu filho de uma puta: TE FODE ! E se eu for menina Lê ? SE FODE JUNTO ! A pena é algo muito triste pra se sentir. Tem quem sente de si mesmo, tem quem sente dos outros. Tem quem escuta e nada diz ou pensa. Quem escuta e pensa falando. Quem escuta e pensa, mas não fala. E é desses que eu tenho medo. Foda-se o trato social, profunda e colossalmente FODA-SE !...

O relógio da destruição.

Poesias não vão curar o que nossos corações fizeram. Sorrisos alheios vão ser vazios. E gelados como a neve. Os abraços até nos acalentarão, mas por pouco tempo. O beijo é seco e desconcertado. O carícia é muito rápida, ou muito lenta. Errada. Nossa pele sente a falta das unhas. Nosso calor da saliva. Não vimos tudo na vida. Mas o que vimos não será esquecido. Dias e mais dias, em pilhas. Como antigas cartas e velhos livros. O inverno severo chega ao fim. E o verão novamente é amargo. Sentado nessa pedra, na beira da estrada. Eu me esqueço de tudo que já esqueci. Esperando que o futuro não se esqueça de mim.

Minhas unhas curtas.

Chove aqui. Quase sempre chove, aqui. Enquanto chove, eu leio: Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou… Assim também o eterno amor que prometeste, - Eterno! era bem pouco e cedo se acabou. Frágil penhor que foi do amor que me tiveste, Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, – Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou… Não me turbou, porém, o despeito que investe Gritando maldições contra aquilo que amou. De ti conservo no peito a saudade celeste… Como também guardei o pó que me ficou Daquele pequenino anel que tu me deste… (Manuel Bandeira)

Ouça: City And Colour - The Girl

Você ainda não sabe. Mas a sua vida será surpreendente. Pessoas normalmente classificam a vida como algo perigoso e muitas vezes assustador. Bom, eu acho que a vida pode ser isso também. Mas nada vai além da nossa perspectiva. Você vai chorar. Adoecer algumas vezes. Vai rir de um cachorro que ri pra você. Vai conhecer o mundo, e o mundo que você conhecer será o seu mundo. E apesar de viver dizendo para as pessoas ao seu redor que precisa ir para a muralha da China, vai gostar exatamente de onde estiver. Você vai se apaixonar e quebrar seu coração, mas nem vale a pena falar sobre isso. Porque isso acontece de um jeito diferente com cada ser humano no planeta. Eu não consigo dizer tudo que vai te acontecer. E olha que quando eu comecei a digitar, esperei que atingiria um ponto latente que funcionasse. Eu sei que não atingi. Mesmo assim: você ainda não sabe. Mas a sua vida será surpreendente (:

Jambo Size.

Frases idiotas me deixam envergonhado. Tem gente que fala cada coisa... Seria eu um desses zumbis fast food que dançam de forma idêntica, também ? Tomara que não. A morte não cura essa doença. A enfadonha sub cultura corrompida pela vontade de ganhar dinheiro não possui vacina. Infelizmente. Mesmo que eu desse um jeito da banda Calypso deixar de existir. Outra viria no seu lugar... Provavelmente com um discurso escrotal como: "Nosso primeiro DVD é uma homenagem a Joelma !". Tomara que Joelma não se escreva assim. Eu já fiquei com nojo de mim mesmo por saber que calypso se escreve com "y". Me pergunto porque, mas não me interesso pela resposta. De volta ao sub lixo sub cultural da sub massa subvertida em sub população: Comida frita, sertanejo universitário, axé e calypso nas praias inchadas de um verão qualquer. Podem pensar o que quiserem, não me arrependo de escrever isso: eu tenho nojo de toda essa merda. Tenho nojo de carros que fazem o som reverberar pela at...

Um murro pra você.

Caro amigo, desconhecido. Não me importo com a sua identidade realmente. Na verdade, o quanto mais estranho fores, melhor. Tem pouca coisa na vida que realmente importa. E a gente passa uma existência inteira pensando em coisas que fazem a existência literalmente chorar de rir. Isso pra não falar das nossas mazelas, que nem cócegas fazem na eternidade. Na realidade, a eternidade não entende o porque de chorarmos quando choramos. Na maioria das vezes, ela se perturba por não entender. Desconfiada de quem a nossa ignorância seja tão retumbante que é impossível controlar nossa razão. Bom, cada um tem a vida que quer. Se for a vontade de ter, você também a terá. O fato é que nesse exato momento, tuas ações incomodam um pouco a minha existência. Deixe as fotos do passado para trás. Guarde seus sentimentos (bonitos ou perturbados, eu não me importo) só para sua pouco importante existência. Viva com todo calor, paixão e vontade que conseguir encontrar dentro de si. Tente ao máximo rir do qu...
A alma que me habitava, partiu. Evaporada por uma fresta. Sobra o oco dentro de mim. Unico que a viu. Sibila ao sul o amargo passado. Gosto de trem atrasado. Imaginando a redenção dancei essa musica. Sozinho. O perdão é solitário. Quase nunca coletivo. Meu gosto pelo estranho. Pelo chegar depois do horário. Por não ser convidado. Me força calado. Ao grito que só dentro de mim, guardo.

Clica no "mudo" e vai.

Pensei em escrever uma poesia. Mas como todas as poesias que eu escrevo são uma bosta. Desisti. Não escrevo poesias por acharem que elas são boas ou ruins. Escrevo por escreve-las. Por pensar no que escrevo. Por gostar de registrar o que sinto, pra que possa me entender melhor depois... Pra que possa celebrar ou odiar o que vejo. Os lugares e pessoas por onde passo. Porque, sim ! Nós passamos por lugares e pessoas. Alguns lugares vão contigo, outros não. Algumas pessoas também, outras não. E eu imagino a vida como um corredor cheio de escadas, portas e acessos a lugares fantásticos, além da minha imaginação. E cabe a ti abrir as maçanetas. Subir as escadas. E sentir teus dedões na grama verde com um céu azul de brigadeiro sobre a tua cabeça. Isso, não cabe a ninguém mais. Nem poderia. Eu escrevo pra isso. Pra decolar voo na tempestade. Pra pousar gentilmente no teu aeroporto. Pra derrubar esta porra de avião em cima de um estádio cheio de crianças orfãs. Pra lembrar de esquecer. Eu esc...

A lágrima que traiu o olho.

Se fosse uma traição, não doeria tanto. A dor de quem é traído, normalmente afoga a tristeza em sentimentos como ira, raiva e o meu favorito: emputecimento. Quem é traído e tem um mínimo de amor próprio, chora pouco. Afinal, o fim de um namoro ou amizade (ou qualquer outro relacionamento, onde a confiança importa mais do que duas azeitonas com caroço) por causas naturais é mais triste do que uma traição. O fim por causas naturais, pode ser o término do caminhar de um coração cansado. Pode ser a decepção de não ser quem a pessoa amada quer que sejamos ou que ela não é quem nós queremos. O fim natural, pode se tornar uma amizade distante e ainda assim bonita. Não íntima como era antes, mas real no sentido de querer bem a alma com quem nos relacionávamos. Já o fim pela traição é normalmente sujo. É como uma longa agulha que nos penetra a carne abaixo das unhas, vagarosamente. De forma perversa e calculada. O traidor, normalmente alega que não teve tempo para pensar. Que viu seu discernime...

Pra hoje ;)

What would you think if I sang out of tune? Would you stand up and walk out on me? Lend me your ears and I'll sing you a song, And I'll try not to sing out of key. Oh, I get by with a little help from my friends, Mm, I get high with a little help from my friends, Mm, Gonna try with a little help from my friends. What do I do when my love is away? (does it worry you to be alone?) How do I feel by the end of the day? (are you sad because you're on your own?) No, I get by with a little help from my friends, Mm, I get high with a little help from my friends, Mm, Gonna try with a little help from my friends