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A mostrar mensagens de junho, 2017

Igualdade.

Essas listas de músicas no youtube são muito legais. Eu conheço novas bandas todo dia ouvindo listas como essa aqui.  Enquanto eu digito, desenho e penso em um circuíto que não tenho dúvidas, vai me levar a fazer uma máquina que viajará no tempo, escuto meu vizinho gritar: "- MEU DEUS, TU É GAY?". E me ocorre, como seria a resposta do cosmos para nossas questões sempre que as fazemos? Algo do tipo: "- Meu Deus, tu é gay?" E antes que qualquer reação fosse possível, um flash de luz branca toma todo ambiente. Deixando para trás um homem com idade próxima a 30 anos, pele morena, olhos negros, cabelos e barba escuros e usando uma túnica puída de pé na frente de João. João fica para com os olhos completamente arregalados. Sem reação. A beira de um ataque nervoso. O homem lhe diz: "- Sim João, ele é gay." João falava com seu filho, Júnior. Que acabara de lhe dizer:  "- Pai, eu preciso te contar uma coisa, eu quero me casar com o Adilson. Eu amo ele......

Com e sem palavras.

A cada palavra, menos  significado. As sílabas que dançam vão em vão lado e alado. Perde-se fala, falada, escrita, vulgar. Varada. A mímica  é vazia, no escuro. No nada. Há tudo. O cego fala ao surdo. O surdo vê um mudo. O mudo ouve o mundo. E o mundo é só uma palavra. Que muda dependendo de quem a fala. E como toda palavra. Fica com menos  significado. Descubro as palavras. Me cubro de mundo. Me vejo cego. Não sou surdo. Ou mudo. Se não mudo. Fico tudo. Cheio de nada.

Seguinte, sigamos seguindo.

A água que sustenta o barco, é a água que o afunda. O barco furado, precisa ter água tirada do seu interior, e posta no seu exterior. Sem água o barco não se move. Com água no lugar errado, ele afunda. Eu caminho sobre o chão que caio. O que me derruba, muda. Pode ser o vento, a pedra, o medo ou o tiro. O que me derruba não me importa tanto. Me ergo e sigo. Vou indo. Pé por pé. Passo por passo. O caminho não fica menor porque a gente cai. O caminho é o mesmo. De pé ou deitado. Sorrindo ou chorando. A gente descasca avançando no caminho. E nos descascando, refazemos nós mesmos. Diferentes do que éramos. Sendo o que somos. Vendo o mundo com novos olhos. Ouvindo com novos ouvidos. E seguindo. Parados, caídos, nos recusando a se mover. Tudo permanece. Tudo petrifica. Todo tempo se congela, e a chuva e o sol se soldam. Com dias após dias. Da mais perfeita igualdade. De total cristalização. Alguns de nós, pelo motivo que for, preferem virar pedra do que descascar novas peles. Do que sangrar ...