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A mostrar mensagens de abril, 2017

https://www.youtube.com/watch?v=rzsIToKA0o8

Interno inferno eterno. Que arde quieto. Queima hodierno. Sem luz, sem chama. E conselho fraterno. Vejo a navalha vindo. Em silêncio, me consterno. O corte abre. Dor que não espero. Sangue que desprezo. Em silêncio e desespero, alterno. Um mundo de gravata e terno. Onde o antigo é moderno. E meu barco flutua o galerno. Minhas memórias encaderno. Fecho a casa, espero o inverno. Interno inferno eterno. Dentro de mim, me espero.

Comunicar e ser.

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Taças de vinho e conversas fulanas

Quando o médico lhe falou que o cancer não era bom, ele baixou a cabeça.  As palavras do especialista ecoaram pelo consultório enquanto seu paciente encarava as próprias mãos enrugadas.  "- ... então a melhor atitude agora é pensar nos teus preparativos Jairo...". Silêncio. Daquele tipo de silêncio denso. Corpulento. Que não se desfaz sozinho. O médico lhe deu espaço. Sabia que as pessoas reagiam de formas diferentes a essa questão. E se tu parar pra pensar, não é nada fácil. Abrir um envelope de papel timbrado com a logomarca de um laboratório. Ver os números. Os gráficos. Ler as análises. Levantar a cabeça e olhar para quem está na tua frente, dizendo: "- A chance de cura é menor do que 1%. Você vai morrer em breve..." "- Essa árvore é muito bonita Dr..." - disse Jairo tirando os olhos das mãos. O médico continuou em silêncio. Franziu suavemente os lábios. E virou a sua cadeira para a grande janela que havia atrás da sua mesa. Ela dava pra um jard...