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A mostrar mensagens de abril, 2016

Tudo é tão normal.

Há poucos que sabem, que somos planta. E morte não é fim, é colheita. Raízes profundas. Rasgadas de qualquer maneira. Vida que cessa. E depois recomeça. Sol que se põe, e se ergue. A água que correu o rio. Amou o mar. Subiu às nuvens. E voltou a cair. Os olhos que te viram. E se fecharam. Novamente se abriram. E se apaixonaram. Choramos no fim. Sorrimos no meio. Tantos recomeços.

As vezes, não dá pra dizer tchau.

Sabe como eu sei que esse vai ser um daqueles textos de merda? Porque sim, eu sei. Eu sei porque escrevo sobre a morte do pai de um grande amigo, porque toca Sigur Rós nos meus fones, e porque eu tive uma ideia que gostei. Meu celular sabe tudo da minha vida. Ele completa minhas senhas bancárias, me avisa dos meus emails profissionais e pessoais com tons diferentes, me indica bandas para as quais eu realmente pago pau (ele acerta muita vezes, mesmo!) e completa minhas palavras nas msgs que mando para o mundo. Enquanto eu digitava uma mensagem, noutro dia, percebi que meu celular não sabe escrever a palavra "pai". É bem simples, ele não sabia (e provavelmente agora sabe), porque eu não a escrevo. Meu pai nunca teve celular, email, spotfire ou qualquer outro app, gadget ou elemento virtual em sua vida. Ele morreu antes disso tudo acontecer. Logo, eu nunca pude trocar emails com o meu pai (então troquei cartas) ou conversar com ele no whatsapp (nós nos falávamos pessoalmente q...