Você me dá um copo de água?
Mesmo com a boca aberta para o céu em um dia de chuva, minha sede não passou. As gotas enchiam minha língua e transbordava pelo meu queixo, escorrendo. Ensopando minha roupa. Enxaguando minha alma.
Mas a sede não passou.
Mas a sede não passou.
A sede da vida deveria ser eterna. E talvez seja, não sei ainda.
Pena que tantos de nós tomam refrigerante no lugar da água cristalina que existe por aí.
Pena que tantos de nós tomam refrigerante no lugar da água cristalina que existe por aí.
A chuva, para a linguagem semiótica cinematografica representa a mudança, a alteração do curso. Como uma camiseta que era seca e foi molhada. Que ficou mais escura, que ficou mais pesada.
A sede da vida é a vontade de continuar. A necessidade de ir além daquele morro. De ver por cima daquela nuvem.
De fazer mais.
A sede da vida é a vontade de continuar. A necessidade de ir além daquele morro. De ver por cima daquela nuvem.
De fazer mais.
Um grito silencioso de liberdade. Um tapa no rosto da vida.
E um copo de água, por favor. Só mais um...
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