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A mostrar mensagens de abril, 2012

E se Deus (não) existisse ?

A teoria não prova a existência de Deus.  A teoria não prova a inexistência de Deus. Termina que, acredita quem quer. Ou não acredita, quem quer. Depende de que lado da moeda você está.  Não to escrevendo para evangelizar ninguém. Puta assunto chato pra conversar com quem não sabe conversar. Porque, novamente, dos dois lados tem quem não saiba. De um, existem aqueles religiosos "salve-se ou queime no fogo da churrasqueira de Lucifer" do outro "você é um ignorante porque acredita em algo não comprovado". Tenho duas novidades:  Lucifer não existe. Todo mundo acredita em algo não comprovado. Alguém me disse que para acreditar em Deus é preciso ter fé. Que é a fé que nos cega e nos faz acreditar no impossível. Outro me falou que "não precisa de dogmas para viver". Acho interessante pensarmos nas duas coisas. No caminho que as duas falas percorrem até nos encontrarem. Bom, é de conhecimento comum, que todos somos o resultado de nossas experiências. S...

Dogs days are over (unplugged).

Eu e a Florence. A Florence e eu. Não há caminho de volta, ela canta. E lá vem um pandeirinho muito maneiro marcando o 2 por 1. Imaginei como seria. As vezes é o que dá pra fazer. Os dias de cachorro ficarão para trás se tu quiseres sobreviver. É hora de correr loucamente pela rua. De virar páginas escritas. Algumas até mereciam ser queimadas. Outras só receber desenhos coloridos. Um grito e eu vejo o sol nascendo. A noite é minha amiga. Amiga da minha amiga. E conhecida de uma outra amiga que era mais amiga, mas que agora está namorando um cara não muito legal. Me sinto com tanta vontade de escrever que não vale a pena escrever qualquer verborréia desregrada. Melhor parar por aqui ? Talvez seja mesmo.

*.* Tudo ?

Perdendo derrotas. Escolhendo dias para viver. Como machados sem corte. E penas sem asas. Pensamos demais. Vivemos de menos. Nada sentiria. Sem vida. Sem morte. Sem escuridão. Só à escuridão. No infinito finito, dos nossos sonhos.

Florence and the machine and me.

Only if for a night. Meu mundo constantemente vira de cabeça para baixo. Eu vivo em um misto de gostar e ter me acostumado, com tomates e manjericão. A parte que eu gosto é maior do que a que eu tive que me acostumar. E ainda hoje eu pensei ter te ouvido me chamar. Mas foi só minha imaginação decolando voo, de novo. No ovo. Only if for a night. E o horizonte abre um sorriso. Daqueles que me diz que eu amo o que fiz da minha vida. Talvez seja chocolate com café demais, mas é bem por aí. Não tem muito o que possa explicar o amor que se tem pelas pessoas, pelos momentos e pelas coisas. A campainha do estúdio tocou. Me dizendo que é minha hora de ir. Daqui a pouco, talvez seja a sua. E eu vivo com a sensação de que vamos nos encontrar lá.  Only if for a night.

iMundando

Sou som quieto, preguiçoso. Grito baixo.  E  abandono. Mudo o mundo,  muda. Eterno é o soluço. Do meu coração, a pensar.

Larga do meu pé, chulé !

Como disse aquele cara muito legal das idéias: se eu fosse me preocupar com o que o mundo pensa de mim, nem da cama teria me levantado hoje de manhã. Tenho mais o que fazer. Ainda bem.

A vida é breve.

Há nada após os horizontes do mundo, além é claro do tudo. E no tudo que há, existe um pouco do não ser que nunca foi.  Pois o passado do existir pode muito bem ser o presente do não. A morte se rende como palavras a um caderno de anotações. Palavras nunca dizem que recusam serem escritas. Porque palavras não falam. Falam ? Não falam. Quem fala são olhos e os ouvidos. As bocas ajudam um pouco. Mas coitadas, as bocas falam tão pouco. Me arrependo de nunca ter vivido o que nunca vivi. Me arrependo de ter vivido alguns dias que vivi. Mas não me arrependo de ter vivido sem me ver, viver. Porque vi e vivi também. E como cantam na canção: "Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser..." A vida é breve. O vento também. O vento volta sempre. Sempre vai e vem. E há vida ?

Mudar ou minguar.

Um dia desses. Um desses dias que vem vestido de um dia qualquer. Que se espreme por entre dois outros dias e se aconchega feito filhote de cachorro ou de ursinho panda bebe que dorme no colo da mãe. Sabe comé ? Então, num desses dias quando o sol nascer preguiçoso. E a noite cair suave depois de um longo por do sol roxo roseado. Quando o vento soprar tranquilo por entre as folhas da sua imaginação. Fazendo aquele barulhinho que não é mais alto que o silêncio, que tu fechas os olhos pra ouvir e abre os ouvidos pra ver. Enquanto o inverno mostra seu sorriso de lábios fechados, escondendo as noites frias de solidão implacável. Ou as lágrimas de amor desistido. Ta sabendo ? Quando aquela garrafa com tinto da árvore for aberta e a rolha gritar: "- PLOUPTH !!!!!". Na hora de sair. E o barulho do vinho sangrando fizer: "- BLUOPBLUOPBLUOPBLUOPBLUOP...". E as taças do tamanho de cabeças se encherem dele. E forem giradas. Com o último raio de sol desse dia, passando pelo ...

Pensamentos púdicos.

Quem mudou a cor do céu ? Estava claro quando eu acordei. Agora é noite. Noite escura. Tarde da noite, pelo que sei. Quem mudou, você sabe ? Não ? Tudo bem. Me sento nessa pedra quente, e espero mudar também. Voavam cinco cães, brincando por entre as nuvens. Um se chamava Antonio, todos os outros Antunes. Ninguém se entendia, mas não era por nada não. Um voava solitário. Todo o resto, na contra mão. Fiz um chá de calma, com uma pitada de paz. Fervi muito a água, dei um gole e NUNCA MAIS. Um corvo gritou bem alto, acima dos meus umbrais. Edgar Allan Poe te odeia. Não te esqueças disso: NUNCA MAIS. Mudei o rumo do meu caminho. Bem na hora de chegar. Me vi ali, de pé sozinho. Sem ter nenhum outro lugar. Pensei: volto tudo agora, enquanto ainda posso. Mudo o rumo da pisada e te mostro que errado é uma opinião torta. De quem insiste que entrar pela janela, é pior do que pela porta. Espelho, espelho teu. Existe alguém mais idiota do que tu ? Não existe, mas sempre existirá. Aaah espe...

Are talkn'to me ?

Todos conhecemos um Bostinha. Que é presidente da Bostolândia. E acredite, quando eu digo que não vale a pena ouvir o seu merdes. Algumas vezes, a ignorância é um preço barato a se pagar. That's all (un)folks.

Como Gregor Samsa fez.

Porque me cansei de mim. Do que eu fazia. E dizia. Acordei novo. Vestido de ti. Sem pele. Sem medo. Só, sonho e desejo.

Céu de pedra.

(Editado) Isso é uma idéia para produção de um curta. Não é um texto meu, falando isso. Que fique claro. E que também fique claro, que eu fui induzido a digitar essas informações aqui.  Eu não sei. Eu sei que não sei. Isso, eu sei...  Quando fica claro, eu caminho. Quando fica escuro, eu me deito. Se tenho, eu como. Se não... eu sonho. Vejo o mundo. É o mundo que nem sempre me vê. Melhor assim, eu sou bonito demais.  Outro dia, um amigo me disse isso. O silencio  tá sempre comigo. Ele é uma boa companhia. Não pesa muito, e é facil de carregar. Todo dia é muito parecido. Ontem, hoje.  E o amanhã que nunca chega. Esses dias, ouvi alguém me chamar. Não tive certeza. Podia muito bem, não ser ninguém. Podia muito bem, ser eu mesmo,  perdido em mim. A me procurar. Agora eu preciso ir. É que o inverno está chegando. E eu acho que ele não gosta muito de mim. Mas é como eu falei: eu, não sei...

Set my heart on fire.

Bla bla bla. Sempre o mesmo bla bla bla. E eu sei que qualquer hora dessas tu vais voltar a odiar todo mundo. E te fazer de tadinho de novo. Porque é isso que os fracos fazem, batem e se escondem como ratos gordos de pêlo dourado. Muda a trilha sonora e anoitece mais cedo. O inverno mostra as garras, eu escondo as minhas. Abro uma garrafa de tinto da árvore, junto alguns amigos ao redor de uma fogueira e é hora do show ! Gostamos muito de partilhar das nossas companhias. Principalmente, porque elas são verdadeiras e calmas como o fundo de um oceano. Não me venha com testículos murchos sobre como as coisas deveriam ser. Ou como Deus não existe. Ou como o mundo é cruel e sarcástico. Pura balela desenfreada. Você nunca saberá o quão fundo foi até olhar para cima. E no momento em que olhar, a pessoa ao seu lado vai se adiantar uma ou duas pazadas e terá ido mais fundo que você. O que muda nessa história é a sorte que cada um tem. E a quantidade de pedras que encontra no caminho....

iMundo Raimundo !

Acaba cedo a sede. Se, acaba em nada. Somos sempre deles. Daqueles uns. Com linhas escritas. Das páginas em branco. E grandes palacetes. Com segredos nos cantos. Das frases mais longas. O que espero nunca encontrar. A mentira que termina tudo. Ou a verdade que faz tudo acabar. No fio da navalha. A linha guia do mastro. Uma bandeira esquecida. E meu oboé gasto. Te mando um beijo, só em pensamento. Me entrego ao teu lábio. Desejo e lamento. Mais do que tudo. Pergunto ainda mudo: "- O que fizeste tu Raimundo ?" Ai de mim. Ai do mundo.