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Escrevi e apaguei um texto inteiro.
Pra hoje temos poesia ruim ao molho de suor cansado:
Me disse:
- Deixa disso e vem.
Não posso, respondi.
Se for quem tu queres,
não serei mais quem sou.
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(REPOST DA PARTE I - continuação abaixo): O Rei e o Reino. Há um homem cansado, sentado na salão. Seu cansaço repousa sobre o trono real. E logo acima da sua cabeça velha, de fios brancos, lutas e dias tantos, existe uma coroa. Antes dourada, hoje manchada, mas ainda cravejada de pedras, rubis e diamantes. Suas mãos enrrugadas, magras e fracas, já foram grandes mãos de um guerreiro. Admirado, temido, faminto por vitórias e nunca vencido. O salão estaria vazio se não fosse por ele. Sua respiração produz núvens brancas de vapor invernal. Sobre seus ombros, um manto veradeiramente real. Vermelho cor sangue. Com taxas de metal e brancas bordas esvoaçantes, sem igual. Lá está ele, sentado ao trono sobre o último degrau. Como quem dissesse ao próprio reino: "- Vejam todos, estou no ponto mais alto do Reino. Acima de qualquer montanha ou de qualquer desejo. Aqui, vos digo amigos e inimigos: temei-me. Pois ao som da minha voz, frias lâminas afiadas deslizarão pelos seus pescoços. E ...
Há um homem cansado, sentado na salão. Seu cansaço repousa sobre o trono real. E logo acima da sua cabeça velha, de fios brancos, lutas e dias tantos, existe uma coroa. Antes dourada, hoje manchada, mas ainda cravejada de pedras, rubis e diamantes. Suas mãos enrrugadas, magras e fracas, já foram grandes mãos de um guerreiro. Admirado, temido, faminto por vitórias e nunca vencido. O salão estaria vazio se não fosse por ele. Sua respiração produz núvens brancas de vapor invernal. Sobre seus ombros, um manto veradeiramente real. Vermelho cor sangue. Com taxas de metal e brancas bordas esvoaçantes, sem igual. Lá está ele, sentado ao trono sobre o último degrau. Como quem dissesse ao próprio reino: "- Vejam todos, estou no ponto mais alto do Reino. Acima de qualquer montanha ou de qualquer desejo. Aqui, vos digo amigos e inimigos: temei-me. Pois ao som da minha voz, frias lâminas afiadas deslizarão pelos seus pescoços. E como o sol rompendo o turvo véu da madrugada, o sangue brotaria ...
Pra ti, que não volta mais. Portas e janelas fechadas Silêncio inundado Frestas e cantos Fotos antigas Deixo as palavras de lado Não te espero Não voltas, eu sei Café frio e cigarros queimados Sem o sol de domingo a tarde Sem canções de alegre alarde Sem sorrisos e lugares Pra ti que não volta mais Desejo uma boa viajem Mesas de amigos e abraços de verdade Cartas de amor e sonhos sonhados. Desejo olhares finos E camas de linho Companhias gentis e taças de vinho Te vi ir embora Me bastou assistir Não fico triste, não te preocupa Podes ir Tenho minha piscina de silêncio Meus livros e amigos Tenho tuas histórias para contar E tudo que vale a pena lembrar Guardo aqui um baú antigo Com um pedaço da gente Uma foto do nosso sorriso O baú levo no peito A foto no coração O que pulsa não é o batimento É a lembrança da emoção. Saudades do meu pai ; )
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