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A mostrar mensagens de dezembro, 2011

Natalizando esse blog ?

Escrevi e apaguei um texto inteiro. Pra hoje temos poesia ruim ao molho de suor cansado: Me disse: - Deixa disso e vem. Não posso, respondi. Se for quem tu queres, não serei mais quem sou.

Pelo que me lembro.

O passado, nunca existiu. Nada do que é feito. Desfeito. Ou refeito. Realmente aconteceu. Vivo no eco do grito. Já morri cem bilhões de vezes. Mas sempre acordo. Como se a vida fosse um dia se fim. Com todas pessoas, sonhando em mim.

iPai

Quem somos nós ? Ou quem fomos ? Ou quem seremos ? Muitas das pessoas que eu conheço nasceram pra ser alguma coisa. Filho de Fulanos. Trabalhar com os Beltranos. Casar com Marias. Ter filhos que se chamem Joãos. Torcer para tudo dar certo. Não errar. Não chorar. Não perder. Quem somos nós ? Eu pergunto... Quem é essa gente saída de um comercial de Tang, cheia de sorrisos de plástico e lágrimas que escorrem pelo lado de dentro da face. Será que alguém vai ler "face" como face do facebook ? Espero que sim. Quem foi meu pai ? Muitas vezes, eu mesmo o fui. Outras, um ombro amigo verdadeiro. Ou até um ombro amigo falso. O que te apoia não é a bengala. O que te apoia é a vontade de se levantar e de ficar em pé. Essa força é tua. Se a tiveres é claro. Do contrário fica deitado. Eu não me importaria contigo se não tivesse vontade de ficar de pé. Dane-se. Quem sou eu agora ? Um carrasco ? O juiz e a vítima ? Me declaro: culpado. E foda-se o que você pensa sobre mim. Tenho mais o que f...

Um lampejo de qualquer coisa.

Me ocorreu uma coisa. Daquelas que vem e vão, como todas as outras. É imbecil viver o eternamente. Mesmo que valesse a pena, e não vale, é muito tolo e infantil... É tão pequeno falar das nucas alheias. Diz um ditado que não gosto, que o pobre de espírito se sente mais rico ao acusar o próximo. Provavelmente por não ter nada melhor pra dizer... Cada um oferece o que carrega dentro de si. É uma grande ignorância se desdenhar gratuitamente. Perceba que se gabar é igualmente burro. A famosa "lata vazia, faz mais barulho que a cheia". Que sirva o chapéu. Que calcem as sandálias. Que as calças sejam abotoadas. E adeus. Nada é pior do que não saber perdoar. Isso da cancer. E dos brabos ainda. Nada é mais deprimente que a tristeza desoladora do perder totalmente. Esse era pra ser o título desse texto. "A tristeza desoladora do perder totalmente". E eu começaria descrevendo uma derrota épica. O jogo dos tronos me ensinou sobre jogar nos tabuleiros da vida. Não foi o jogo da...