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A mostrar mensagens de novembro, 2011

Todos são um.

Esse monstro que se alimenta da tristeza alheia é um grandessíssimo filho de uma rameira. Odeio-o profundamente. Gentinha curta essa que habita esse planetinha de meia tigela. Gente cheia de nove, quatorze, trinta e três dedos. Cheia de pensamentinhos de antigamente, de quem não tem mais o que pensar. Coisa de alma perturbada por vidas anteriores cheias de culpa e insatisfação. É a única explicação, não é possível. E vamos concordar nisso: se você põe a culpa dos seus dias tenebrosos no ontem, é porque alguma coisa muito séria saiu errado. Quem nunca ouviu o som de uma espada saindo da bainha ? Um perdedor ! Porque ? Porque ele foge antes, com medo e profunda tristeza no coração. Esses dias eu me vi pensando em uma coisa, depois vou dizer o que é. Nesse exato momento, estou escrevendo esse texto em um estúdio fotográfico, enquanto nove pessoas correm insanamente ao redor de roupas e modelos. É 19h:33 de uma segunda feira e eu venho trabalhando sem parar desde a última segunda feira. Me...

Eu gosto assim.

Eu acho graça quando as pessoas se acham superiores. Acho graça quando não conseguem rir diversas vezes das mesmas piadas. Chorando sem parar, as eternas e repetidas, lástimas passadas. Queres me ver ao chão, com a boca cheia de terra ? Podes tentar. Isso é tudo que podes fazer.

Nosso veneno.

Dizem que o corpo humano é composto por 70% de água. Eu digo que vivemos todos afogados em nós mesmos. Que nossas ansias, frustações e tristezas, juntam toda essa água. E as vezes, quando não conseguimos mais segurar, os furinhos do lado dos nossos olhos escorrem algumas gotas para que possamos continuar. Lutei muitas batalhas sobre o teu estandarte. Batalhas demais talvez ? É, talvez. Mas lutei. Não me arrependo de nenhum golpe. Não me arrependo daqueles que matei ou salvei em teu nome. Nem dos dias que não dormi, ou das horas a mais que precisei cavalgar até alcançar o flanco inimigo. Não, nem teria como, mesmo que quisesse. O cérebro que esse elmo protege pensa mais no futuro do que no passado. Talvez seja só um mecanismo evolutivo qualquer para me fazer continuar a caminhar, continuar a querer, continuar a respirar e sonhar. Talvez não. O fato é que mesmo que eu tivesse que me arrepender, não poderia. Tudo que fiz, me fez. E aqui estou eu, feito de pedra, merda e água. E não preten...

Faz me (r)ir.

Não importa o que me digas Teus olhos sempre vão ao contrário Como frases de um livro Que não sai do imaginário Teu futuro, não existe Tanto quanto, qualquer outro O passado que te assombra Escorre, num presente solto Minhas lástimas Minhas vidas Minhas dores e partidas Nada disso me arrepende Nada disso é saída Do negrume que eu ergo Ao fechar esta cortina A única dor que não tenho, vem da tua pusilanimidade sentida.

Pra que ?

Pra onde olhamos, existirá a maldade. Um coração partido, ou vários. Lágrimas de arrependimento, ou várias. Tristes dias negros de céu azul, fotos jogadas aos baús. E nada, nada no planeta te faz ver esse estrela. Nem uma super ultra luneta power ranger conseguirá. Teus olhos não alcançam esse sistema. É numa gíria anos 90, tais fora do esquema. Me sinto um avô a falar pro netos: "não subam nessa árvore". Meu avô sempre dizia pra subir, mas tudo bem. Um castelo com pilares de areia. É isso que a vida vai te dar. A impressão de poder, de liberdade, de prazer e de estar fazendo a coisa certa. Vai te erguer ao alto só pra desatar o nó e dizer: "Ops ! Caiu..." E te ver descer vertiginosamente até o finito da atmosefera. E se estatelar, em uma massa de ossos, sangue e fatias de carne rasgadas. Pronto, foi pra isso que você viveu. Pra alguma entidade desimportante soprar tua vida novamente ao vácuo. E o tudo, que era tudo, se tornar nada. Cuidado com as tuas palavras. As ...

verborréia

o teu triste embaraço do caminho é o ato que laço sozinho e sigo na rosa dos espinhos deslocando horizontes feito ave sem ninho do gosto que senti guardo só agosto sem sal ou mel sem rosto pois a minha chama queima e por muito ainda deverá arder sou feito de nervos, ossos e vontades não de plástico e aço minha alma se lava na lama e ri das que vão pra água cristalina não por demérito ou agonia, nem contradição mas porque suja e sofrida, minha alma se lembra que não há história de vida que viva só de ilusão.
Quem iria preferir morrer a sorrir ? O morrer. Porque ? Para existir.

Só(m) de caminhar.

Caminho sozinho. Passos largos ou não. O que muda um destino ? Eu, caminho ! O céu de teto a um par, passo apertado do sol pro luar. Como clave de sí pra chorar. Caminho sozinho, conheço o caminho. Me esqueço pra lembrar. Que mesmo quando encontro outros pés. Sempre a caminhar, solitários ou em par. Não me poupam suas teias. E logo me desfaço pra voltar... pro caminho. Todo começo tem um fim. Todo caminho é um ninho. Todo passo também. E mesmo o que começa no junto. Encontra a solidão no mundo. E entende: que é somente sozinho, que se encontra o fim do caminho.