Todos são um.
Esse monstro que se alimenta da tristeza alheia é um grandessíssimo filho de uma rameira. Odeio-o profundamente. Gentinha curta essa que habita esse planetinha de meia tigela. Gente cheia de nove, quatorze, trinta e três dedos. Cheia de pensamentinhos de antigamente, de quem não tem mais o que pensar. Coisa de alma perturbada por vidas anteriores cheias de culpa e insatisfação. É a única explicação, não é possível. E vamos concordar nisso: se você põe a culpa dos seus dias tenebrosos no ontem, é porque alguma coisa muito séria saiu errado. Quem nunca ouviu o som de uma espada saindo da bainha ? Um perdedor ! Porque ? Porque ele foge antes, com medo e profunda tristeza no coração. Esses dias eu me vi pensando em uma coisa, depois vou dizer o que é. Nesse exato momento, estou escrevendo esse texto em um estúdio fotográfico, enquanto nove pessoas correm insanamente ao redor de roupas e modelos. É 19h:33 de uma segunda feira e eu venho trabalhando sem parar desde a última segunda feira. Me...