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Passo a passo.

Desculpa pro tempo, é vento. Brisa é fala gentil. Correndo suave. Como água escorrendo, em riacho solitário. Fim de tarde no inverno. Abraço em verdade. Tudo assim... Já ventania de chuva é grito. Como lágrima caída em pingo. Núvens de rostos feios, franzidos. Trovoada triste de adeus. Voa a roupa do varal. Feche a janela. Capeando os carinhos e amores. Molhando as letras das cartas. Fazendo que o coração se parta. Em silêncio macota. E lá dos altos. Longe de se ver. Trincha o céu, raio de sol. Como boa nova de batalha vencida. Milagre de boa vinda a nascer. Vindo como última esperança vencida. Entregue ao bem querer. Mostrando que o dia do dia é o amanhã. E que o futuro vive, sem nunca morrer...

Texto 2.

Uma cidade em preto e branco. Fundo desfocado. Chão molhado pelas gotas da chuva, mas céu aberto como um sábado ensolarado de verão. Concreto exposto, como areia colada. Grão a grão por um artesão. E um grafite dizendo: "rima não". Transito tão parado, mas tão parado que a maioria das pessoas já abandonou os carros. Alguns ainda resistem buzinando tristemente, enquanto outros passam por cima dos seus câpos sorrindo e se abraçando. É tempo de reconciliação, de gente que não se importa em pedir desculpas e de desculpar os erros alheios. Use a estação ao seu favor, alguém me diz. Como ? No inverno, faça como os "invernianos". Eu sou um "inverniano", definitivamente. Poças e cubos de guitarra. Todo mundo corre pra ver o ensaio da banda. Como um palco onde não existe platéia... Onde a humanidade está no palco. E esse era pra ser um texto sério, todo cheio de referências e opiniões concretas. Mas me perdi num solo de piano e tirei uma foto do meu cortex frontal....

Clica na luz !

Chuva, trânsito e um coração quebrado.

É....

Caminhos cruzados.

Li um poema podre. Era todo rimado e florido. Com muitas palavras e nenhum sentido. Dava nojo ao ler. E raiva e agonia. Virei a página e continuava. Por linha após linha. Não achei seu fim, desisti. Me perdi vendo um desenho. Imaginei a cor do vento. O gosto do amor. O cheiro do beijo. Romance de domingo ensolarado. Daquele sentimento bom: frio abraçado. Gentileza aconchegante. Feito foto antiga. Como carta vinda do distante. Pra virar página da vida. E essa rima barata que me persegue. Como um o orvalho que sempre reaparece, amargo. Me esqueço do passo. Rendo o sorriso ao tempo. E vejo a nova linha no horizonte. Penso comigo: "- Feliz por um momento". Nada além disso tenho. Quem precisa ? Quem consegue ? Cheguei a última linha, antes do ponto.

Pra depois.

Faz favor: O que virá, deixa pra depois. Passam largas horas só, sem sol... Em mãos de sorte e azar. Sendo fardo, até... Ah se o dia pudesse a noite encontrar. O que fui do que virá. Veríamos de novo em novo céu. Cair o véu de se apaixonar. Em cartas e poemas de amor. Sobre aquilo tudo que era o sem voltar. Pra esperar o depois que se foi... Me sinto foto antiga a espiar, o mundo girando sem me olhar. Faz favor, deixa pra depois... ;)

Pata de elefante -Um olho no fósforo e outro na agulha. ou Owen - good friends, bad habits

Sério, esse som do Pata de elefante é MUITO legal ! Paguei pau e fiquei esperando o vocal numa rima infeliz, que adivinha só ? Nunca veio : ) Coisa boa. Mas um bom domingo tem um amigo meu gritando embaixo do meu prédio. Uma garrafa de vinho terminada com louvor. Uma ótima partida de video game. Um pedaço de um bom documentário assistido. Uma boa idéia (que não é uma caninha 51, piada infame). Um almoço de dia das mães em família, mas sem minha mãe. Meu cachorro me mostrando um negócio que ele não conseguia entender o que era... (Era um bicho de pelúcia nunca visto, por ele, antes). Um abraço apertado. Sorrisos do começo ao fim. E esperança. Acho que tudo isso só é possível por causa da esperança. Sabe que eu pensei que a vida sem esperança é pior que a vida sem felicidade. Eu continuo numa fase "emo 17 anos". Sem ofensa aos emos de 17 anos. Tudo bem que eu não acredito que nenhum deles lê isso. Mesmo ? Mesmo ! : ) O dia nasceu cansado e atrasado, porque já era de tarde quand...