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A mostrar mensagens de fevereiro, 2018

O que eles falam de nós...

O caminho é sozinho. Junto ou separado. Caminha-se só. Caminhar é revolução. É o novo. O  futuro. Parar é afundar no oceano da espera. Caminhando sigo. Só, do nascer ao morrer. O caminho é curto. O caminhar  é eterno.

Desconsidere-se

Imagino um café com Pablo Neruda. E me perco ouvindo a playlist de Interstellar, enquanto o mundo insiste em girar. Ondas de rádio vindas de bilhões de anos luz avisam que a terra não está só. Existe vida além da via lactea, e provavelmente ela não se interessa por nós. Folho as páginas de um livro antigo e novamente me perco por entre as frases que o destino faz brotar nos meus olhos. Como flores em um jardim de inverno, iluminadas por um sol ameno, quase paternal. Me aproximo de uma flor amarela, a mais bela. Mas antes que possa toca-la sou transportado para a Travessa da Saudade, uma rua como outra qualquer. Em qualquer cidade. Com uma placa em um poste. E um silêncio ensurdecedor no ar. Fecho meus olhos e sinto o calor, é difícil até respirar. Ouço um ruído. Quem está aí? Sou eu! Eu quem? Eu, você. Me viro e me vejo me virar. Como um espelho em uma esquina que me confunde. Me vejo me imitar em um reflexo idêntico do que eu posso ser. Mas paro bruscamente, confuso. Franzindo o cenho...

Vem cá, deixa isso pra lá.

Ouvindo isso:  https://www.youtube.com/watch?v=VgwcPiCjQ-0 Eu penso que não temos tempo para perder. Nosso tempo é curto. E ainda assim, ninguém parece ligar. Dá vontade de correr pela rua gritando: "- RAPIDO GENTE! FAÇAM SUAS COISAS ANTES QUE VCS MORRAM! TUDO MUNDO VAI MORRER!" - de uma forma hipotética, claro. Alguém me disse uma vez, que se todo mundo desenvolvesse totalmente seu próprio potencial, o mundo seria um lugar absurdamente diferente. Mas de uma alguma forma, a gente se limita absurdamente. Curtimos esse lance de pé no rio em dia de sol. De sofá macio e TV grande. Wi-fi, Hi-fi e Sci-fi. A gente acende cigarros, sem nem entender why!? Acredite em mim, eu lutei com todas as minhas forças contra a inserção da palavra em inglês "why". Mas enfim, aparentemente eu perco muitas lutas contra mim mesmo. O outro eu é um desgraçado. Ele me bota de joelhos e me obriga a beijar o anel da sua mão, como um rei. E eu súdito, confabulo com os outros eus dos meus amigo...