Olá, como vai você?
Dia vai, dia vem e eu não ligo. A vida segue sem alarde. Vejo os dedos apontando direções. Mas sigo caminhando meu próprio destino. Que até pode ter sido escrito, em algum livro, por algum tipo de Deus antigo. A minha graça está na descoberta. No esforço do próximo passo. Na gentileza do sorriso desconhecido. Na palavra de afago. E se o dia terminar com um por do sol roxo, verde e amarelo, eu digo: muito obrigado. Não duvido que o mundo faça parte do plano. Como uma peça com seu cenário. No fundo, um pano. Em que atores entram e saem do palco de acordo com as suas deixas. Respeitando as falas do roteiro. A mocinha que chora de raiva do amor que não deu certo. O vilão que esfrega as próprias mãos dando uma risada que representa o caos trazido por ele mesmo a trama. E o herói, com suas falas prontas e seu jeito de instrumento afinado. Perfeitamente sincronizado com a orquestra. Até o momento do seu majestoso solo. Quando seu tom sobe solitário. E ele dança pela trama trançada pelos outro...