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A mostrar mensagens de maio, 2017

É por ali ó!

Aqui na terra da madeira em brasa, que virou Brasil. Mas podia ter sido chamada de Pau de fogo. As coisas não vão muito bem... E eu nem me refiro as nossas noções distorcidas de serviços (deserviços, no nosso caso) públicos. Não, não cara pombinha digital que "avoa" por esse marzão de informação que é a rede. Neca de pitibiríba! Eu falo é da doença silenciosa. Invisível aos olhos destreinados da massa. Um mal ardiloso, pegajoso, quase sombrio. Indetectável por exames físicos. Uma doença que se prolifera como um fungo sobre madeira molhada na sombra. Na terra do "fevereiro tem carnaval" a gente vive na esperança de um dia que nunca amanheceu. Mas que em toda propaganda política já produzida, é amanhã. Pois bem pombinha digital, amanhã vai melhorar. Amanhã, vou construir. Amanhã, vou cobrar. Amanhã, sem sombra de dúvida, vou resolver. Vou conseguir. Vou fazer. Vou te encaminhar. Amanhã é um dia tão distante. Mas tão distante. Que eu desconfio, nunca virá. E enquanto i...

Ouvindo Selvagens à procura de lei.

Ouça isso: https://www.youtube.com/watch?v=vXF0KKmMN-Q

Lembrem-se de mim - ele disse.

Era outono. Um final de tarde daqueles de cinema. Céu amarelo, vermelho, roxo e negro. Ventava um vento ameno. Que fazia a grama dançar na calma de cada lufada. Os galhos das árvores uivavam com o atrito do ar. Era um daqueles momentos silenciosos, de pesar. De não se esquecer tão cedo. Mesmo onde estávamos, no campo aberto, do lado de fora da casa parecia ser um lugar fechado. Um comodo do mundo. Um cantinho bendito entre a terra e o firmamento. Uma ponte para o além. Para o depois do que vem. Quase era possível ver a cortina da eternidade suavemente flamulando. Se entreabrindo e entrefechando. "- Ela está aqui..." - ele balbuciou com os olhos perdidos no céu e sorriu. Mais de uma pessoa perguntou "quem?", mais de uma pessoa queria saber "quem está aqui?". Alguns de nós nada disseram. Eu acho que ele falava do fim. No feminino. Como sendo a morte, talvez... Ela deve ser a causadora da partida.  A viagem.  A jornada. Não dá pra explicar tudo com palavra...