A tinta da velha vida.
Aquele velho preto que pinta Usa o branco da tinta E esconde a raiva da lida Na mancha do pincel. Quando a noite preta da vida Amanhece amarela de um dia sem cor O velho preto escorre da cama Se limpa no azul de uma agua suja. Se veste surrado de uma roupa nua. E caminha no asfalto cinza Cercado de carros coloridos tão sem cor. Velho preto cansado e manchado de branco A vida é arco iris - ele diz - É casca de toda alma preta, branca ou multicolor.