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A mostrar mensagens de março, 2016

Não é?

Vai ver morrer é Nadar sem dar pé Tentar só na fé Desistir  do "se quer" Para aprender: Que vida e morte são um só.   Tudo, é.      

Dizem por aí...

Me d isseram que um é tolo. E a outra é safada. Que a vida é boa e pra morte não se leva nada. Nos convenceram a sentar  na escola. Nos carros. E nos escritórios. Nos ensinaram a ser igual. Educados. Limpos. S implórios. Faça silêncio, sinal da cruz caminhe reto. Veja a luz! S ei lá,  não vejo nada... V iver pra morrer. Não é pra mim. Mas ouvi dizer : "-É sim!"

A gente cansou de ser brasileiro.

Quase todo mundo conhece aquela sensação de acordar cansado. Sabe? De abrir os olhos em um dia quente, daqueles que nem precisam existir. Pois é. Hoje não é esse meu dia. Mas já os vivi e provavelmente viverei de novo. Ainda assim hoje de manhã, enquanto tomava uma xícara de café e ouvia as notícias da televisão, eu percebi: o Brasil está cheio de pessoas cansadas. Não aguentamos mais aqueles que torcem para a esquerda, aqueles que torcem pela direita, aqueles que torcem pelo Evangelho, aqueles que são "Bolsoloucos", aqueles que querem tudo e aqueles que não querem nada. Fomos divididos em times de futebol, em SP e RJ, em Nordeste pobre e lindo e Sul rico e vilão. Fomos separados em identidades que não identificam nada além do bairro de onde viemos. E enquanto lá no palácio no centro do país, os engravatados e elegantíssimas representantes do povo cheiram cocaína, comem caviar e abrem champagnes rindo da nossa dor, ficamos aqui batendo boca. Feito gente louca que discute com ...

Aquele velho.

Fugia do verbo. Mas quando chorava bebia as próprias lágrimas. Gostava da chuva, mas sempre preferiu o gosto das maç ã s. Jamais existiu mandinga mais forte que seu pensamento positivo. Tinha santo forte. Adorava olhar céus estrelados. Se sentia constelação. Assistia dias nascerem, quase sempre se emocionando. Como se fossem os últimos. Como se a vida não tivesse fim. Como se janelas fossem passagens extraplanares para dimensões distantes. Fazia sua rotina cantar. Tomava banho de Beatles. Cortava as unhas com Rubel. Cozinhava à Phill Veras. E apresentava Dônica as pessoas como se fosse um velho amigo de infância. Desenhava papeis e paredes. Guardava seus textos em gavetas. Queimava cigarros com gosto de café. E tentava a anos gostar dos filmes de Godard. Imaginava como seria envelhecer. Como seria se ver morrer. Como seria descobrir todo o mistério que cerca o segredo além dessa existência. Sempre me dizia que a vida era só o prelúdio. Que havia mais. Mas nunca me falou de Deus, mandam...