Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2015

Eu tava aqui pensando...

Essa nossa geração não é mais cara pintada. É cara pixelada. Não botamos mais os rostos pintados nas ruas. Botamos os rostos digitalizados na rede. Flutuamos por bytes e pixels através dos canais binários globais "xingando muito no twitter", sim. Mas também opinando. Como em vídeos e textos exatamente como esse que escrevo agora. A beleza dessa história é não sermos zumbis imbecis como os que pregam contra a voz livre. O mundo agora é pequeno. Uma mensagem chega a praticamente qualquer lugar do globo em instantes. Uma viagem, aos rincões mais remotos desse planetinha, não demora mais do que muitas horas. A algum lugar perto? Minutos! Mas mesmo assim, alguns dirão que estou drogado de juventude, não Juca Chaves . O autor do termo discordaria de todos. Parece que quanto menos podemos esconder nossos pequenos segredinhos sujos, mais temos a necessidade de restringi-los. De dizer que revela-los é ofensivo, que é preciso limite. Os mais idiotas ainda gritam a favor da regulação do...

Aquele que navega dor.

Viver não é preciso, navegar é preciso. Plutarco me disse que Pompéu lhe contou. Na verdade, o google me disse que Plutarco disse o que Pompéu lhe contou. Navegador que não sou, me senti velejando nos mares da vida desse planetinha com o endereço "via lactea fundos", perdido no espaço sideral.  Isso me levou para além dos nossos dias. E quem de nós não é navegador? Quem nunca se sentiu sobre a proa da vida, sendo levado por ondas que alguém pode controlar, mas não nós. E quando essas ondas se transformam em uma espécie de tempestade? Aí somos obrigados a navegar a dor. Como um bom navegador faz. Meu pai um dia me disse que "mar calmo nunca fez bom marinheiro". E eu não entendi o que ele disse até que a tempestade o levou do nosso barco no meio da noite. Eu quase o ouvi gritando: "o barco é teu agora pequeno!". Mas pode ter sido só a minha imaginação. Bom, nós puxamos as cordas, viramos a embarcação para a terra e voamos sobre o mar. Era bom que chovia, n...

Meu cartão de 32 Gigas.

Clique aqui e ouça só que legal.

Eu sei, já disse isso antes.

Me vi chorar. Longe de mim.  Eu lá: até tentei me consolar. Palavras de amor. Acalento a dor. Sorrisos de maracujá. Um dia desses,  eu me disse. Tudo ficará bonito. Com por de sol cor de vinho. O tilintar de taças. E abraços amigos. Seremos eternos de novo. Unhas na pele alheia. Suor, calor e suspiros. Sem buscas demoradas. Rostos de lágrimas molhadas. E essa dor que nos persegue. Nos empurrando rumo ao  amanhã. Feito rio que corre longo. Até o mar. Há mar. E amar.

Fazer o login no gmail é dizer oi para o Google?

Imagino que seja. O dinheiro vendeu a alma dele pra aquelas coisas ruins da vida. Tipo torrada molhada e gente enxerida. É até mais fácil escrever as minhas bobagens assim. Preferindo dar pelo menos um braço de distância de qualquer coisa que cheire o que não é. Tipo uma pizza com cheiro de óleo de carro. Ou uma sujeira na ponta do seu dedo que você acredita ser chocolate, mas na verdade era coco (do seu cachorro?). Cortar as unhas das relações é tão importante quanto vive-las. Pode ter certeza, ela odiaria ser casada com um ermitão que não corta as unhas a 23 anos. Exagero? Nem tanto. Isso é um daqueles exageros que ninguém fala, tipo uma baleia azul de 35 metros que flutua no meio da rua como se fosse outro dia normal na vida de todo mundo. "- Só flutuando aqui, de boaz." Você tem um minuto para falar do final do mundo? Talvez demore muito, talvez seja amanhã. Mas só se você pensar nisso faz algum sentido. Se ficar assistindo o mundo pelas selfies das academias e com a i...

Tu viu o preço que o Pedro Bó pagou?!

Pensou em dinheiro né? Pois é, mas tem preço que custa muito mais que qualquer dinheiro. E em um referência mais atual, tudo bem se alguém me disser que eu sofri lavagem cerebral através da nova ótica Grega de pensar. Afinal, não foi a toa que Platão pariu um Sócrates dentro de quase cada cabeça nesse planeta. Quem pariu Platão? Não importa agora, mas tenho certeza de que o google sabe. Não era dinheiro desde o princípio, eu acho. Acho que se fosse dinheiro, tudo teria sido tão diferente que, numa dessas nem o dinheiro ia nos fazer felizes. Acho que existe um jeito de pensar diferente daquele do preço que os Pedro Bó pagaram. Vai ver que o esquadrão Zeguedé não conseguiu soterrar toda existência verdadeira dessa história. Vai ver que ainda há verdade em conseguir ser de verdade. Em um mundo onde tanta gente gosta de pagar pra ser o que não é, tentando ser algo mais. Já que normalmente são pouco ou ainda menos. E aos que nos disserem que o caminho de Buda é a nossa referência, ou pior,...

iLife.

O nome dela era Maria. Maria mãe aos 16, Maria avó aos 33. Doméstica de acordar as 4h30 com seu celular apitando. Como se a lembrasse de que ele foi parcelado em 12 vezes e já com 6 parcelas atrasadas, mas que ela vai pagar. Assim que puder. Maria de trabalhar na casa de gente rica, com três ou quatro carros na garagem. Piscina que uns "moço" limpam toda 4a feira de manhã. Maria de ter diabetes e não cuidar porque "nem parece que eu tenho nada. Me sinto bem". Maria de não pensar sobre a existência da vida e da morte. De ter "coisa mais importante pra fazer moço". É verdade Maria, aqueles banheiros não vão se limpar sozinhos. E pensar na vida não dá dinheiro para pagar contas. Maria de "nem me fala querido, to com duas luz atrasada". Maria de lutar de sol a sol até as pernas definitivamente não aguentarem mais. Até a dor lhe forçar a sentar. Mas que esse dia demore pra chegar. Porque hoje é dia de condução. De mão apalpando sua bunda no aperto do ...