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A mostrar mensagens de fevereiro, 2015

A solidão do universo contra as bandas de axé do planeta terra.

Soprava um vento suave enquanto o mundo existia lá fora. No passado, foi escrito, porque no passado tudo é lido. Sempre que alguém escreve algo, isso é passado. O que se foi. O que você escreveu e ninguém viu. Como o que você pensou e ninguém soube. Como o que você imaginou ou sonhou, e não tinha ninguém lá pra ver e ouvir. Eu pensei em um lugar onde alguém assistia aos meus sonhos. Essa entidade me conhece mais do que eu mesmo. Passando pela rua, não sei se era sonho ou não, vi um muro pichado. Palavras certas, mas escrito errado. Imaginei que era verdade que o mundo era assim, um lugar bom e ruim. Não. Não imaginei. Eu sei. Enquanto a gente conversa sobre o asfalto da rua e se hoje chove ou não, o universo sorri. Uma pedra correu de uma montanha no alto do Himalaia. Ninguém viu. É como se nem tivesse acontecido. Se a vida é um filme, a visão é o quadro do que assistimos. E é por isso que eu adoro falar com cegos. Meu pai era quase cego, no fim. E conversávamos longamente sobre a vida...

Me dei conta.

Espero que um dia tu te dê conta de que a vida acaba. Sem que ninguém precise te mostrar isso. Sem olhar para isso de um jeito triste e/ou depressivo. Sem que a morte sorria para alguém ao teu redor. Espero que tu te dê essa conta sozinho. E que lutes contra as dificuldades de não saber o que há (e se há) algo além das cortinas desse mundo. Espero que consigas achar um lugar dentro de ti para isso. Não porque acho que precisas melhorar. Mas porque penso que o mundo pode ser um lugar melhor se enxergarmos além dos nossos extratos bancários. Além das nossas propriedades e dos panos que chamamos de nossas roupas. Um lugar com menos sangue no chão. E mais sorrisos sinceros. Um lugar com menos cheiro de pólvora e mais abraços. Espero que um dia tu entendas que não importa para qual time tu torce, e qual é a religião que tu acredita (ou aprendeu a acreditar), que o lugar onde tu nasceu não importa e que o que tu acumulou não te faz melhor que ninguém. Espero que entendas que somos todos filh...

Minha música

Chuva fina palavras sem verbo aqui a vida tem fim Lá fora soul eterno.

Na dúvida: nós gostamos de você.

Eu sou da geração que nasceu analógica e virou digital no meio do caminho. A gente procurava livro em ficheiro, brincava com comandos em ação ou de barbie dependendo da relação X e Y. E principalmente, quase todos nós temos o momento em que encontramos a linguagem binária além do Atari. É um pouco complexo de explicar, mas o mais legal não era ninguém ter celular (que nem seria legal...). O mais legal era ninguém ter vontade de olhar para o celular. Tipo aquele novo estereótipo do casal falido que sai pra jantar e fica cada um deitado na sua rede social. Separados por um mar de bits e pixels. Tirando férias separados, sabe-se lá do que... De qualquer forma, nos anos 80 e por boa parte da década de 90 as coisas eram assim. Mais lentas, de alguma forma. E parece que daquela forma, ninguém parecia se importar. Como se o carro não tivesse ido rápido ainda... Eles estavam felizes viajando de bicicleta.  Aí uns jovens apareceram com o avião a jato e tudo mudou. Não que tenha melhorad...

Achei o que queria.

"Existe muito mais para ser entendido além da palavra." Disse Rodrigo Amarante. Concordei com todas as cordas que tenho. E digo que quem discordar nem devia estar lendo isso. Não por nada, mas há muito pouco e ainda menos que pode ser lido aqui só se entendendo as palavras escritas. A palavra é falha, verdade seja dita. A palavra dita então, é praticamente um erro. A definição de linguagem falada é "uma tentativa falha de reproduzir em sons as palavras escritas...". Se quiseres discutir com o teórico que criou esse conceito, penso que devias mandar um email para ele. E não "falar". Mantenha a calma personagem. Manter a calma é na verdade um estado de alerta. A calma só se consegue sabendo o que se está fazendo. Então, quando encontramos algo que não entendemos, normalmente, manter a calma não é uma opção. A calma só chega para aqueles que se permitem. A calma é o prozac do karma. Ter calma é visitar a farmácia do cosmo. Tenha calma para ler o que escre...

Eita mundo cheio de si.

Quando eu procuro alguma coisa interessante na internet e encontro o blog de um rapaz chamado Frederico "sei lá o que". O endereço é "entendaoshomens.com.br". E é aí que eu percebo em mim mesmo, a internet também pode feder. Bastante. Enquanto escrevo isso, ouço o rapaz falar em um vídeo no seu blog (vlog, revista eletrônica, oi?) sobre fazer 30 anos de idade. De como as pessoas piram ao fazer 30 anos de idade. Assim, realmente algumas pessoas piram ao fazer 30. Mas as pessoas piram em qualquer momento. Tem quem pire antes de perder a virgindade, tem quem pire por ter 40 e não ter se formado. Tem quem pire por ter 45 e só ter trabalhado a vida inteira, tem quem pire porque nunca bebeu, fumou ou etc. Tem quem pire pra tudo. Virtual e fisicamente, tudo. E o tema escolhido é fazer 30 anos. Ok. Qual o conselho que você dá Frederóide? "- Relaxa a piriquita..." Bom conselho mestre! Eu sou o último filho de um senhor de 78 anos de idade. Não serve pra mim. Sa...

Corações em lágrimas.

A sugestão me beijou o rosto. Isso aconteceu na semana que vem. Quando o vento da liberdade soprou em uma brisa que o futuro vê. E o adeus que ele me deu, virou primeiro capítulo de um livro que é impossível terminar. Um livro tão imenso que tudo o lê ao mesmo tempo. Cheio de desenhos, mapas, figuras e desdobramentos. Uma linda história de final triste.De um pássaro a voar em câmera lenta. Só ele flutuava no oceano de oxigênio em que vivemos. Lá em cima, barcos fantasiados de nuvens deslizam pelas ondas siderais, usando as correntes do vácuo para ir para todos os lugares. Entrando e saindo de buracos negros, todo o tempo. Escorrendo a existência para novas realidades. Onde pessoas fazem planetas. Perto de onde tudo começou. O princípio da antiga existência. Onde a luz fala de boa vontade e da doença que é a falta de inteligência. Onde as pedras dão conselhos a mineiros. E as catapultas só lançam sentimentos. Hoje não tem amor. Não, ele acabou. O amor acaba como a água. Vocês tomaram to...

Enquanto lá fora chove e faz sol.

As pessoas se esquecem. O amigo, que esqueceu o quanto ele precisou de ajuda quando estava na fossa. Quanto confiamos um no outro quando as coisas ficaram realmente sérias. Que nem ligamos mais  quando alguém fura o pneu do carro depois de beber uma a mais (que por sinal, também nunca mais bebemos...). Na verdade, esqueceu tanto que nem nos falamos mais.  Ou aquela ex namorada que esqueceu o quanto fomos felizes (tá, nem tanto assim...) (Mesmo assim.). O quanto nos fizemos rir. O quanto conversávamos como se nossos problemas e dúvidas da vida fossem o centro do universo. E nos aliviávamos nem que fosse só servindo de ouvido um para o outro. Ou mesmo dando uma opinião que de longe pudesse acender uma luz no fim do túnel.  Quem nem estava tão escuro assim. E eu que esqueci de mim? Pois é. Esqueci. E esqueci de que tinha me prometido, aos 11, ser um jogador da NBA. Mas quando percebi que todo mundo nos jogos eram bem maior do que eu imaginava ser normal para um s...

Balcão de informações.

- Me esclarece uma dúvida? - perguntou. - Fala. - respondeu o atendente sem tirar a cabeça do livro que lia. - Onde eu tô? O atendente suspirou profundamente. Fechou o livro e tirou seu óculos. Tudo sem olhar para o jovem homem que estava de pé na sua frente. Então começou: - Olha só... (pausa). É complicado. O rapaz ficou em silêncio. O atendente ficou com as sombrancelhas erguidas e a boca cerrada em uma linha. Como se essa fosse toda a explicação que ele fosse dar. O rapaz olhou ao redor. Olhou de novo para o balcão. Deu um pequeno passo para trás e olhou para cima. Depois disse: - Balcão de informação. É o que diz essa placa. - enquanto apontava. - Sim, aqui é o balcão de informação.- e bateu com o indicador duas vezes no balcão. - Da onde? - Espertinho você hein? - sorriu sem graça o atendente apontando o indicador para o rapaz. Até perceber que realmente não teve graça e continuar - Eu acho que vocês chamavam isso deeee... céu. - Céu? - perguntou o rapaz assustado. -...