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A mostrar mensagens de janeiro, 2015

Até quando?

Ela usa o sexo como uma algema. Desde que transara pela primeira vez a muitos anos atrás, foi assim. Antigamente costumava ser pior. Dependendo da forma como a tratavam. Do tamanho que tinham, fosse de um penis desproporcionalmente assustador ou do tamanho da vontade. Não, ela não é uma prostituta. É engenheira. Formada, pós graduada e muito respeitada profissionalmente por todos que a conhecem. É formada em uma universidade federal. Especializada fora do país. Rejeitou três cargos antes de aceitar a direção de projetos de uma construtora mexicana. Fala, além de espanhol, alemão, inglês e faz aula de mandarim a anos. Esteve solteira pelos ultimos anos, porque do último relacionamento, a única boa herença é um gato chamado Pulga que até hoje tem em casa. "Foi culpa minha" - ela confidenciou para suas duas melhores amigas. "Somos incompatíveis, eu e ele... Melhor assim.". Mentira. Mesmo ele sendo um babaca, mesmo ele sendo grosseiro e mal educado. Mesmo sendo ignora...

Me conta de novo.

Há de ser. o céu azul sol nascer Há de ter. coração gentil a lagrima correr Há de sentir. a vida passar o final vir Hemos de ser. Ter. Sentir. E amar. Para entender: Heis de tentar.

Permanece a impermanência.

"Primeiro é preciso saber sofrer,  depois amar,  depois partir  e por fim andar sem pensamento." (Laranjeira em flor - Homero Exposito)

As incertezas da existência.

Por esses dias eu percebi que quando eu resolvi trabalhar com comunicação, a mais de 10 anos atrás, não sabia patavinas de onde estava me metendo. Mesmo sendo o Jon Snow do meu enredo e não sabendo nada , eu não errei. Segui meu coração ao tomar aquela decisão. E hoje, com 32 anos a sensação que tenho é de ter sido honesto com alguém muito importante na minha vida: eu mesmo. Explico: Eu gosto de histórias. Eu acho que sou o que se chama "uma pessoa de opiniões". Gosto de conversar e faço sempre que posso. Gosto de ouvir e falar. E se alguma ajuda vier do diálogo, melhor ainda! Frequentemente vejo pessoas que se esquecem de quem são, de onde vieram, de onde queriam chegar. Pessoas que se permitem viver relacionamentos amorosos, profissionais e até de amizade, por diversos motivos. Menos a verdade. E eu não digo que "vejo" porque acho que o Fulano e a Beltrana estão tomando um rumo "errado" na vida. De forma alguma, ó caro leitor. Vós que sois a entidade...

(in)verso

O céu azul esconde o universo. O teu sorriso, faz o inverso.

Tem pô!

Escorre areia. Gira ponteiro. Batida de sino. Hora do recreio. Passa dia. Passa ano. Envelhece a carne. Resistem os panos. Mudamos de vida. Reencarnamos. O nascimento. No começo do tudo. O novo tempo, no final dos mundos.    

Aportar

Porta é  acesso. Limite do excesso. Passagem do resto. Trancada,  é dor. Aberta, é amor. Mas porta é parto. Da partida. Ao nascimento. Da chegada. Aquele momento. Da porta batida. Ao novo começo. Do final do dia. (Que eu também mereço). A porta é a distância. O abismo. A segurança, do nosso conformismo. É elevação, à nova idéia. Do coração  à casa cheia.

O novo mundo social.

Nós aceleramos a comunicação. "É sabido" diriam os dothraki vindos dos livros do Game of Thrones de G.R.R. Martin. Aceleramos tanto que mesmo você não sabendo o que os dothraki são, é só abrir uma nova aba no seu navegador e pesquisar no google. Pronto, você saberá! E isso é o quão rápido nós aceleramos a comunicação. A correspondência física, por exemplo, que antes demorava meses e até fazia aniversário antes de atingir o destinatário, hoje chega em minutos. As vezes segundos. Viajando em um formato digital que recebe o mesmo nome só que inglês: "mail". Isso me faz imaginar que talvez se um dia a humanidade inventar um carro que voe ele se chame "car". Ou alguma outra palavra em chinês. Enfim. Aceleramos a forma como o conhecimento se relaciona com o indivíduo. E consequentemente com a sociedade. Mas ao mesmo tempo, em algum ponto dessa estrada, de alguma forma, tiramos o valor do saber. Nós o tornamos menos importante. O conhecimento específico já foi ...