Brilha, brilha estrelhinha. Gira, gira planetinha. Da insatisfação social do ser humano, eu quero só a vontade. Das mentiras trançadas em um bloco tão solido que se tornam até verdade, eu quero a convicção. De toda forma de violência que nos obriga a ser quem não somos ou quem somos sem querer, eu aceito a iniciativa. Dos dias que passamos sem perceber, pintando um do lado do outro com a mesma forma, eu quero a calma. Dos sonhos que gritam dentro do nosso peito a todos os pulmões que nosso lugar não é aqui, e que a vida está acontecendo lá longe. Eu quero a alma. De toda forma de gentileza que aplaca a humanidade. Qualquer tipo. Do menor ao maior ato, eu quero a simplicidade. Da esperança em que tudo vai melhorar, que o futuro será diferente e que estamos no caminho certo. Disso eu quero o próximo passo. Como a folha branca desafia quem desenha, quem escreve e quem imagina. É o próximo dia. Que nos desafia a estar lá. Que nos desafia a não ficar para trás. A continuar ca...