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A mostrar mensagens de fevereiro, 2014

Ao Sr. Destino dos Silvas.

É que hoje eu preciso te agradecer. Essa tua de esconder é jogo é realmente muito irritante. Má tudo bem. Talvez seja só aquele momento em que tudo deu tão certo que tu fica com vontade de refazer todos textos. A maioria das fotografias. E praticamente todos desenhos. Mas enfim. Tudo bem. É legal passar por isso também. E ter a chance de ouvir Phill Veras com vinho branco em uma sexta feira a noite. Pode ser só o sol que nasceu muito cedo... Antes mesmo de aparecer. Ou o clima de calor Latino vai tudo ficar bem. Não sei. Na valsa e no vapor. Num disco voador também. E eu sei que daqui a pouco tu não atende mais aos meus chamados. Visualiza as msgs do whattsup sem responder. Ignora os emails. E nunca mais curte foto nenhuma minha. Ainda assim, obrigado por estar tudo bem agora. Eu não me importo. Na verdade, eu nem penso mais em me importar. A gente se tromba. Eu sei... Do tipo: "Que droga, o destino veio também....".

Sigur rós e um expresso com leite, por favor...

Se fores, volta. Pois voltar é sempre revolta.  

Bom, quem sabe mais tarde?

Flutua o tempo sobre o rio. O rio sem nome que todo mundo chama de vida. De sol forte, meio dia. Com nuvens de algodão multicoloridas. Final de tarde. Começo da lida. E quem te amou? Tu me pergunta... Flutua o tempo sobre o rio. Silêncioso como uma cachoeira gigantesca, de sons mudos. De gente quieta. Eu respondo. De segundos e terceiros olhares. De um dia que ninguém se esqueceu. Mesmo que não tenha acontecido. Mas o que aconteceu? Quem se lembra da vida? Se foi um sonho, que passou correndo por aqui. Eu não sei. Sei que vi uma lua no céu do sol. Rimando notas em bemol. De gente que dança sozinha pelas linhas desse caderno. Enquanto caminha de lado. Olhando pra baixo. Imaginando porque os tapetes são chamados de capachos. E mesmo que tudo dê errado, alguém me diz. Mesmo que o mundo arda nas chamas nada gentis das dores físicas. E aquilo que a gente chama de "nossa vida", nesse rio. Se estinga. Mesmo assim, vai ser bom. Porque nada pode realmente ser coisa alguma. Damos nomes...

Eu acredito em acreditar.

Perdi muito tempo ouvindo na vida. Mas acredito que era preciso. Porque você nunca escolhe o que escuta. Você só decide, o que diz. E ainda assim, nem sempre é possível. Porque as vezes, alguns de nós, preferem o medo. Ter coragem é deixar aquela voz que a gente nunca escuta, dentro do nosso coração ou da nossa cabeça, falar mais alto que o medo. Ter medo, é abaixar a cabeça para a vida. Porque absolutamente nada é mais triste do que ter coragem de se deixar controlar pelo medo.

Das coisa que aprendi.

Das coisas que eu aprendi na vida, levo o caminhar. Porque ninguém tirará o caminhar de mim. Não! Eles vão retirar praticamente todo o resto. Vão contar mentiras. Vão nos machucar. Dizer que somos piores. Nos comparar. Nos pesar. Nos medir. E nos classificar. Mas no meu caminhar, ninguém tocará. Meu caminhar me trouxe até aqui. Me deixou cair quando foi preciso. E aprendi que não sou feito de porcelana. Meu caminhar me fez olhar para o horizonte. Fechou portas e janelas num par de vezes. E eu aprendi que o horizonte continua lá, mesmo quando não consigo ve-lo. Meu caminhar me deu a vontade de ir até lá. E quando eu percebi que era preciso voar para chegar, ele me ensinou que caminhar também é voar. Mesmo que com os pés no chão. Foi caminhando que dobrei as curvas da vida. Que passei as pernas por cima das pedras no caminho. Que ajudei quem estava ao meu redor a se levantar. Dancei. Me arrependi. Sofri. E pude voltar pro começo de tudo isso. Sinto pena de quem pensa que só cami...

Viver por decreto? Credo!

Diz aquela letra musical odiável que é preciso saber viver. E ninguém consegue discordar. Digo, conseguem. Mas só conseguem porque são chatos usando galoxas, falando um dos outros pelas costas e apontando seus dedos acusatórios em riste para nós. A vida não pode ser vivida por decreto, eu digo. O único decreto irrefutável da vida, é a morte. Porque morrer você vai com toda certeza (côncerteza...). Mas viver, não! Acredite caro(a) leitor(a), viver vai além dos boletos que tens para pagar. É mais do que aquela frase agressiva que você ouviu (a 3 anos atrás) e guardou no bolso (até hoje). Alguém é claro, vai dizer: "ta querendo ensinar a viver Leandro? tu é ridiculo!" Sim eu sou. Dito isso, o que mais você tem a dizer? Nada? Eu tenho: É preciso viver além da vida. Não se render as mazelas mazelóticas do nosso existir McDonnalds. Precisamos de mais vida do que Hollywood nos dá. Já disse e repito, precisamos de Bollywood, de BlumenWood, de Robin Hood! De Peter Pans voando a Terr...

Levanta e anda.

Caminha o caminho, até lá. Porque o caminho termina. Mas o fim, há de nunca chegar... Não haverá saída pra quem se esconde da vida. O mundo nunca vai parar de girar, eles me ensinaram. Eles, que sabem de tudo. Mas A realidade é só mais uma forma de ficção  que todo mundo aceita. E eles se confundem. Porque lutamos uma batalha perdida. A batalha da vida. Que nasceu morta. Não de morte matada. Mas de morte morrida.

Nós somos idiotas. And i like it.

Tu pensas que não somos assim. Mas tu não sabes de nada Jon Snow. A vida é engraçada. Não se tem todo tempo que se pensa que se tem. Não se pode fazer tudo que se pensa que se pode. E pouca coisa vai ser como acreditamos que vai ser. Ainda assim, o que é feito é tão bonito. Mesmo que caótico. Mesmo que nossos olhos fazem lágrimas. E nossas bocas lamuriem de dor. E tudo se repita. Again and again... Um dia tudo passa. Nossos pais falavam do dia que a gente se casasse. E hoje quase ninguém realmente se casa. Digo, se casam. Na frente de todo mundo. Com sorrisos e fotos. Com comida e suor. Mas no escuro. No silêncio do mundo. No alvorecer do dia que nunca nasceu. No teu sonho tão distante de ti, que tu nem lembras ter sonhado. Ali, não. Ali, somos só pessoas.  Sem as certezas. Sem as mentiras. Sem os medos. Só almas flutuando nesse rio. Em busca de um lugar ao sol. Eu lembro de  Yoshimi . Lembro do carret. Dos desenhos e dos risos. E do sol nascendo devagar ...