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A mostrar mensagens de dezembro, 2013

Palminhas e gente rindo em slow motion.

Se todo dia amanhecesse assim, o mundo seria um lugar melhor. E se um dia fosse do jeito que eu imagino. Seria todo mundo rindo. Slow motion em todas as cameras. Garrafas geladas. E amor. Sem essa gente toda que se machuca e não acredita. Eu vou preferir menos o meu horizonte e um café. Sem açucar. Melhor do que essa eterna loucura. De coisas que nunca terminam mesmo tendo chegado ao fim.

Sobre o meu aguardar.

Espero. Seres quem és. Como somos. Tão bem guardado. Do que fomos. Que esperamos quem eramos. E somos, espero! Foi só ser, uma vez. E espero que sempre sejamos. Pois ser seu, espero. Para que nos guardemos: Aguardo Guardado na esperança. Assim. A esperar. Somente sendo quem somos. Seremos quem fomos. E seremos eternos.

Ah, que bobagem o amor.

A maldade já passou. E, mais acho que por hoje eu percebi: Lembra do seu corpo junto do meu?  Porque voltando da sua "casa" "ontem", reparei que eu tinha ficado lá.

Um dia desses.

Um dia desses ele te conta aquela história. Com final feliz Disney. Aquela com uma dose idiota de impossibilidade. De sorte, destino ou divindade. Um dia desses ela te fala que nunca pensou naquele outro carinha. Que o coração dela é só teu, de verdade verdadeira. E que é o resto é a mais pura da besteira. Um dia desses eles abandonam a falta de respeito. O excesso de ignorância. E o nojo pelo diferente. E caminham com a gente, nessa estrada bonita. Um dia desses o céu fica azul de brigadeiro, sem núvens. O final da tarde vem com o vento gentil. Numa calma de sonho que não existe e nem nunca existiu. Um dia desses a alegria resolve entrar na minha casa. E enxota a saudade como uma vela faz com o breu. E o sol vai bater nas persianas de um outro jeito. Como um mar sem ondas acalma. Um dia desses eu deixo passar o que eu nunca quis mudar. E jogo fora aquelas velhas manias de ser como sou. De falar o que eu digo. De pensar o que eu sinto. E de sentir o que eu não consigo. Um dia desses a ...

Essa mania de continuar sendo eu. Ainda me deixa sozinho.

Ia me trair mas não traiu não, trai antes com alguém. Só por precaução. E todo mundo dentro desse trem sofre de algum tipo de alucinação severa. Seja eu e a minha loucura insuportávelmente anti-social. Seja por você e a sua mania de só me olhar de longe, de me encarar com esses olhos claros como o sol. Seja por eles e suas cabeças tão fechadas quanto as portas de cofres cheios de dinheiro na Paulista. Alguém deve estar errado. A história diz que sou eu. Eu digo que dessa vez estou certo. Eles dizem que somos nós. Só que eu não me importo mais com o que eles dizem. A mais de 10 anos. A vida sorri pra gente. Um sorriso bonito, dizendo que somos jovens. Jovens e capazes. E você me diz que somos menos do que eramos. Mas só porque já fomos muitos, eu respondo. Você sorri. Com o cabelo na frente dos olhos. Como se eu não soubesse que ele está exatamente onde você quer. Te digo isso e você me diz que eu estou onde você quer também. E eu abaixo a cabeça triste. Porque não era o que eu queri...

Eu morri antes do café.

- Eu só ia tomar café! - exclamou indignado. - É, mas morreu fazendo isso. - responder a criatura dentro de um manto negro, com o rosto escondido em um capuz e com uma mão completamente sem carne, só de ossos, segurando uma foice. - Mas porque??? - questionou indignado. - Não há resposta pra essa pergunta humano. Não na sua língua... Além disso, não é bem uma escolha que lhe deram, é? Você lembra de entrar na fila pra vir pra esse mundo? Lembra de pedir pra ser como é? Conhecer quem conhece??? - Não... - disse olhando para baixo. Com os olhos fixos no nada. - Pois é. Se não te pedem para estar aqui, porque te pediriam pra ir embora? - (Silêncio) - Não sei... É que eu achei que era minha vida... - deixando a voz morrer em um novo silêncio. - Pois achou errado. Inclusive, é muito chato isso. Desde a idade média, nada mais é como era... Agora vocês se acham "no direito" (fazendo muchocho) de existir. Agora vocês pensam que podem questionar a vida e a morte. Entender o alé...

Sobre amoras, amarras e amores.

Flutuando sobre o rio da vida Seguimos Descendo sem sentido Escoando o espírito Rumo ao desconhecido Com tempo perdido, jamais esquecido... Do relógio da vida, enfurecido Que nunca desiste de nos perseguir. Até a hora de recomeçar a flutuar. Num novo rio. De um antigo lugar.

I Followed Fires - Matthew & the Atlas

Entregue seu coração a estrada. E vai. Pouca gente se lembra de que a vida tem um fim. E é claro que algo aconteceu pra eu me lembrar também. Vi um amigo desses poucos que chamo de irmão, dizer adeus com suas lagrimas enquanto acenava para alguém importante pra ele. Foi triste. Triste daquela forma que só se pode assistir. E que qualquer palavra se torna redundância. E que qualquer gesto se torna pequeno. Triste do jeito que só se pode ver. Assistir em silêncio. Se emocionar junto. E deixar o tempo passar.  

Eu não levo jeito pra dizer algumas coisas. Mas eu sinto todas elas, o tempo inteiro.

Ela foi lá. Mãos dadas com a dele. E ele a viu lá, segurando a mão dele. Os olhos deles só se encontraram por um segundo. Mas foi um daqueles segundos que não termina nunca. Aquele segundo, ainda está lá. Espesso como fumaça, pairando no ar. Preenchendo todos os espaços. O olhar do meu pai sorrindo pra mim. Me mandando tentar ser feliz, não importa o que... Um cachorro que eu vi morrer, piscando cada vez mais devagar enquanto sangrava. Sem pedir ajuda. Sem ficar desesperado. Só aceitando o fim da sua existência com a calma que nunca nenhum Buda teve. O por do sol que nunca teve fim, mesmo quando a noite chegou. O inverno em que a gente se abraçou pra se esquentar, mas ficou abraçado por carinho. E a tua cabeça se encaixou um pouco abaixo do meu peito. Porque tu sempre foi pequena demais pra se defender do mundo livre, sozinha. Apesar de sempre dizeres que podias. Ele voltou pra casa. Foi triste pelo caminho porque aprendeu a ouvir sua própria alma. E agora ele sabe, o quanto dói. P...