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A mostrar mensagens de novembro, 2013

Da caverna ao tablet holografico :)

As pessoas dão muita atenção para o que as cabeças dizem. E muito pouco para o que o resto do corpo grita. E não se engane dizendo que isso é papo de gente alternativa, que viaja ou imagina coisas demais. Não. Nossos próprios corpos falam. Basta que um interlocutor saiba le-los com propriedade conjuntural.  Somos criaturas emocionais, que conseguem controlar seus instintos através de uma série de regras e premissas impostas pelos canais sociais de comunicação. Regras que nos impedem de pular de nossos carros como macacos depois de um motoqueiro ter arrancado um de nossos retrovisores. Premissas que não nos deixam matar aqueles que nos fazem algum mal (do mais suave ao mais sórdido), em um momento de explosão. É como se toda a nosso sociedade estivesse em um transe coletivo. Distante (ou quase) dos instintos que a natureza nos deu para chegarmos até aqui. De alguma forma, através desses canais de comunicação, evoluimos campos científicos e técnológicos de uma forma sem precedentes ...

Você se perde por entre as suas novas lembranças.

Falei pra alguém que nossa mente cria mecanismos que nos permitem manter a sanidade nesse mundo caótico. Não queremos que ninguém que amamos/conhecemos/gostamos morra em sofrimento. Ainda assim, não nos importamos com o que acontece com nossos vizinhos.   Não desejamos que haja sofrimento o suficiente em nossa vida, a ponto de que transpareçamos esse sofrimento para terceiros, quartos e quintos (principalmente atráves das redes sociais?). Mas somos impermeáveis ao sofrimento alheio. A lágrima que escorre do olho que não é o nosso. E ao coração que se parta sem que seja alto o suficiente para nos fazer sofrer também. Não desejamos realmente o mal alheio. Mesmo daqueles que o merecem. Mesmo daqueles que nos fazem mal repetidamente de forma premeditada. Mas existe uma especie de prazer sórdido em descobrir que alguém que fez algo ruim na nossa perspectiva, se deu mal de alguma maneira. As pessoas negam, mas é agradável descobrir que a vida que te confronta também foi confrontada po...

Local natives, vinho e uma janela aberta.

Quem sabe se a sua vida está prestes a mudar? E quem se importa? Me perguntam os Nativos Locais. É incrível o que vive acontecendo. Em algum lugar da minha cabeça eu penso que sei do que isso se trata. Something only God knows. Você percebeu, eu não posso ficar.

About today: the day we walked away.

"- Eu me surpreendo contigo." - ele disse olhando pra ela. "- Eu faço isso com as pessoas. Acho." "- A fato de tu não ser uma pessoa, pode ajudar... Tu sabes...!" "- É. Talvez. Além do que tudo que poderia ter sido é sempre melhor do que é..." "- Não vai entrar na minha casa proferindo frases de banheiro público." "- Desculpa. É a vida!" "- Desculpa também. Mas não vou conseguir..." "- Sabe, que quando eu comecei a andar por esse planeta, eu tinha a mesma sensação. Pensava constantemente que não ia conseguir. Pensava sobre ir embora de novo. Em tentar outra galáxia... Sabia que existem lugares maravilhosos a menos de 50 anos de viagem daqui?" "- Se eu fosse pra lá agora, chegaria com 81 anos de idade. Eu viveria mais tempo viajando do que dentro dessa atmosfera" "- Verdade. Mas não compreendo qual é o receio que vcs tem..." "- É facil falar. Tu é a vida!" "- Tu ...

Se pelo menos eu pudesse te mostrar o caminho, me disse a vida, você veria que não há caminho errado.

As vezes eu penso que a jornada é muito longa. Outro dia, eu pensei nisso. Que a vida é uma jornada longa demais. E só não é mais cansativa porque a gente não se lembra de tudo que viveu. Se todos nós nos lembrassemos de absolutamente tudo que vivemos até hoje, cada hora, cada conversa, cada por do sol, cada dor de cada tipo... Já teriamos muito provavelmente nos entediado de uma forma brutal dessa existência. Eu vejo que as vezes, as pessoas mais velhas passam por isso. Elas ficam entediadas com a existência. Pra mim, é como se a gente soubesse que além dessa vida, existe um universo de infinitas possibilidades alinhadas além da distância física e temporal que conhecemos. É como se nossos espíritos se cansassem de viver aqui. Se lembrassem que a vida é muito além desse corpo cheio de vísceras que usamos para caminhar por esse planeta. Isso explica porque alguns de nós vão embora.  E na profundeza da nossa ignorância, a gente se entrelaça ao imediato e chora. Porque nós nunca mai...