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A mostrar mensagens de julho, 2013

Honra além dos olhos.

- Eu não aguento mais um dia nessa merda de estrada! - disse o homem armado enfiando o pé até o tornozelo em uma poça de água e lama formada no barro. - Perfeito soldado. Faz um grande favor a todos nós e se mata... Ninguém aqui precisa de ti despinafrando a cada 10 passos... - respondeu o homem que caminhava atrás dele. O silêncio entre a discussão havia aumentado consideravelmente nos últimos dois dias. Göen sabia que em pouco tempo seus homens estariam decidindo essas pequenas disputas em duelos armados. E depois disso, o grupo racharia. Talvez em duas facções diferentes. Se atacando mutuamente como se a culpa de toda campanha estar atrasada, da chuva não parar de cair a duas dezenas e da comida estar acabando fosse do outro grupo. Göen já viu isso acontecer antes. - Meu lorde... Göen olhou para o homem que caminhava ao lado de seu cavalo, e por um instante ficou assustado pelo semblante dele. A três dezenas quando eles deixaram a fortaleza da Montanha Alta, os soldados se reuni...

Eu contei.

Um leitor desavisado pode se machucar lendo essas palavras. Ainda assim, é preciso contar a história que escrevo. Dos dias de inverno vividos nas terras do Rei Oughta'r pouco ainda é contado nos dias de hoje. Mas houveram outras estações. Estações de ventos mais quentes e de menos neve nas estradas. Hoje eu escrevo de dentro do quarto, que mais serve de cárcere do que de casa. Ainda assim, é a única maneira que encontrei de enviar minha mensagem além dos dias da minha vida. Por isso, nobre leitor, lhe imploro com o pouco de energia que ainda existe em meu velho corpo cansado: carregue minhas palavras para tão longe quanto qualquer homem puder. Existem aqueles que o dirão que estas palavras mentem. Que o passado foi diferente. Eu não posso lhe fazer acreditar em nada. Seria como todos eles, se o tentasse. Ainda assim, existem maneiras de descobrir a verdade. Pois os usurpadores de Oughta'r agiram com rapidez, mas não de forma permptória. Comece se perguntando porque eles são t...

Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)

They heard me singing and they told me to stop Quit these pretentious things and just punch the clock These days my life I feel it has no purpose When late at night the feelings swim to the surface 'Cause on the surface the city lights shine They're calling at me, come and find your kind Sometimes I wonder if the world's so small That we can never get away from the sprawl Living in the sprawl Dead shopping malls rise Like mountains beyond mountains And there's no end in sight I need the darkness, someone please cut the lights We ride our bikes to the nearest park Sat under the swings and kissed in the dark We shield our eyes from the falling stars We run away, but we don't know why Like a mirror the city lights shine They're screaming at us, we don't need your kind Sometimes I ...

Abri a janela de casa e o inverno me disse: - eu te pergunto o que será do nosso amor?

Uma sentelha de mim espera que eu seja melhor do que fui. Todas as vezes. E eu achando aqui que não me conheço. A parte boa de não se conhecer é passar bastante tempo só contigo mesmo. Olhando pra dentro e procurando uma vela acesa nessa caverna. A caverna. Um dia o sol vai ir embora. E viveremos no eterno inverno da humanidade. Até lá, trilhos e folhas secas são melhores do que agulhas e lágrimas. Lembrar-se de que a vida é pra ser dividida. E eu entendo que isso é a coisa certa a se fazer. Pode parecer lorota mas escrever acalma minha mente. Existe algo entre as palavras e a minha cachola que a tranquiliza meu espírito. Por esse motivo inclusive, não me perturbo tanto quando leio os autores do oitavo dan da história da literatura desse sistema solar. As vezes as palavras são só palavras que precisavam ser ditas. E não, não são mentiras. São verdades sim. Verdades escritas e registradas para a eternidade como algo que precisou existir. E existiu naquele sopro de instante. Como o s...

Ocasionando-me solidão.

Longos anos passaram por nós Dia após dia, e novamente após. Perdendo mais do que foi desejado Achando o que foi procurado. E partindo o céu em dois. Hoje vivemos menos com mais. Dos dias que voaram sobre os meus, guardo os sóis. Os que giram. Os que viram. Que virão. E irão. Sol assim, sem não.

Ouça Marble Sounds

http://www.youtube.com/watch?v=jEUrVuP4D_g Eu sou daquele tipo de pessoa que quando ouve uma boa banda nova, acredita mais na humanidade. Nem sempre, mas muitas vezes. Talvez nem muitas vezes. Mas as vezes. Acho que as vezes é melhor. É. As vezes. As fezes. Caminhando pela rua, o sol me encontrou. E me proibiu de escrever em metáforas.  Eu odeio o sol. Não de verdade. Só agora. Só aqui. Já vi tudo, esse é mais um daqueles textos sem começo e sem fim. Um daqueles que não termina quase nunca. Ou mesmo, nunca. E que fica girando no "parárápá! paráráá..." cíclico do coral em BG. Enquanto a camera corre no travelling contra os atores vestidos como ciganos em cima do palco que sorriem em camera lente olhando para a lente. Algumas vezes, o diretor me pede para que o movimento seja contrário só para não estabelecer uma linguagem engessada sobre algo que pode ser compreendido errado. Ou não compreendido. E em algum momento, no ápice da trilha sonora "pianesca" explodem ...

A vida e os ossos se calcificam.

Irritação Pensei que devia escrever. Voltei a formula dos mestres do oitavo dan e escrevi uma palavra sobre minhas próprias palavras. Ignorando o aviso de cuidado eu continuei. E perdi completamente o senso do ridiculo publicamente. Li a seguinte frase: "pessoas com boa vontade, encontram coisas boas até mesmo nos piores momentos de suas vidas". Pouca gente sabe quando passou por um dos piores momentos da vida. Porque a vida não tem placas de informação (mesmo?). Alguns acham que os piores momentos são ficar desempregado, perder os pais, errar algo que não poderia ser errado. Pra outros, o pior é mais palpável. É físico. Além do imaginário. Porque o imaginário é ilusório. E nunca vai ser real. E assim nunca vai poder tocar o físico. E eu aqui imaginando o que o mundo vai achar de mim! É, talvez eu tenha sido uma perda de carbono e eletrecidade. Um verdadeiro desperdício de vida, oxigênio, água e morte. Me pareceu pouco verdadeiro imaginar que o mundo todo seja um lugar só. ...

Olho e não vejo nada. Eu só penso: se você me quer?

Por favor, não leve a mal. Eu existo em mais de um de mim. E ando desligado. Puxei o tampão da vida e escorri pelo ralo que tinha meu cheiro. Mas não leve a mal. Eu não vou tampar esse ralo. Sei bem que o cheiro é meu. Só eu o uso. Ninguém mais. E depois do beijo que eu já sonhei, por favor, não leve a mal. Desitir de tentar não é o mesmo que se render. Eu tenho uma catapulta apontada pro teu país. Acredite em mim, eu puxo a corda se for preciso. E foda-se o telhado de vidro e o dialogo entre esse e aquele personagem. Eu escolho o super-homem e volto no tempo o quanto eu quiser. E foda-se. Sim, e foda-se. Tropecei num disco dos mutantes. E prendi meus dedos em uma porta de vidro que se quebrou. Mas se a rua que tu me destes fosse de vidro eu mandava ladrilhar só pra ver a banda mais bonita da cidade desaparecer depois de uma matéria do Fantástico. Junto com todo o resto do mundo. Solos de guitarras lisérgicos são hipnotizantes. Mas não são reais. Eu prefiro festas de são joão com g...

O violão é folk, o back vocal é "uuuuuuuuuuuuuh..." e tem um pandeiro batendo um 2 por 1 bem certinho. Enquanto as nossas vidas se transformam em uma sequencia de polaroids.

Achei um post it na minha tela dizendo: "nem tudo que vai, deve ser". Acordei em um banheiro sujo. Com lajotas quebradas e sangue pelo chão. Acho que fiquei uns 10 segundos olhando pro nada antes de ver. A porta estava entre aberta. Me levantei num suspiro e meti a mão na maçaneta. Foi um daqueles momentos em que a luz do lado de fora foi tão forte que deixou tudo branco. Que estourou tudo que eu poderia ter visto, por alguns micro instantes. E foi com a mão na frente dos olhos que eu cruzei a soleira de madeira na parede do banheiro. E senti meus pés descalços tocando grama. Pra poder ver: um gramado eterno. um bosque ancestral. um céu no final de tarde amarelo-roxo-azul-noite. e cachorros que voavam em circulos ao nosso redor. Sim, você estava lá. - Eu me recusei a fazer o que a televisão mandou - disse a voz atrás de mim. Me virei e nada havia. Nem porta do banheiro. Nem pessoa. E foi aí que ouvi de novo: - O perfume da vida é o nosso sorriso. Tem dias que usamos muito e...

Take on me. Take me on.

A felicidade não é a presença de nada. Felicidade é ausência. As pessoas confundem o que é com o que não é. Na verdade, eu acredito que as pessoas entendem e confudem o que querem. É mais simples desse jeito. Ou daquele jeito. Tanto faz no final. Li que a poesia não é fruto de quem a escreve. A poesia se derrama como água e preenche os espaços com um líquido tão cristalino que se pode pensar que nada existe lá. Nada além de oxigênio e poesia. O vento sopra nessa direção. Qual vento? Todo ele. Todos eles. E nenhum que importe mais que o outro. Me peguei pensando em um mundo sem documentos, assinaturas e óculos escuros. Um mundo onde ninguém precisa. Onde ninguém necessita. Onde ninguém se esconde de sim mesmo, dentro do próprio corpo. Esse mundo, eu não sei se existe ou não. Mas como se diz, a sabedoria não é a paz. Não. A sabedoria está mais para algo efervecente que borbulha nosso copo e nos empurra além do limite da sua própria boca. Nos fazendo perceber que o existe um copo maior a ...