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A mostrar mensagens de junho, 2012

Rivers and roads...

rivers and roads... rivers 'till i reach you !

A baboseira sem fim.

De dia vivia. A noite dormia. No resto do tempo, sentia.

Todas as quintas feiras da sua vida.

Me disseram que eu não devia escrever mais aqui. Encolhi a cabeça entre os ombros e esperei a pedrada costumeira. Me disseram que eu devia escrever em um livro e publica-lo. Apesar de achar o elogio lindo, duvido que fosse funcionar. Além do que, se alguém pagar para ler essas asneiras, que essa pessoa procure ajuda profissional. Se o Jimmy comeu o mundo. Ele cagou a via lactea. Eu nunca agradeci a quem le isso. Na verdade, eu já agradeci, de um jeito escroto e ácido. Que pode ser facilmente confundido com uma brincadeira dessas sem graça. Nunca agradeci de verdade. Nunca, até agora: De verdade, pra você que leu uma vez, pra você que lê de vez em quando e pra você que lê sempre. Muitíssimo obrigado :)

The end is not near - Band of Horses

Por mil anos ouvimos falar sobre as terras além das Montanhas Altas. É bem possível que se elas se chamassem Montanhas Baixas, nós tivéssemos tentado atravessa-las. Mas não tentamos. Não, nós realmente não tentamos.  Aqui em nossa terra, faz um frio bastante perverso. A neve as vezes soa como uma espécie de música macabra. Contamos histórias aos nossos netos e aos netos deles, sobre criaturas de sangue frio, finas como folhas de papel e grandes como grandes Olmos primaveris. Lhes contamos como tais criaturas tocam músicas ancestrais em suas flautas de pedra para chamar a neve e a morte. Dizemos que o frio é como um prelúdio do fim. Como uma aviso para que não deixemos nossos bebes sozinhos, para que fiquemos juntos e armados, para que não saiamos de nossos tetos. Para que esperemos. Por mil anos tem sido assim. Até agora, quando todos estamos juntos ao redor da grande fogueira sobre a laje de pedra, no centro da vila. Na tutela do regente e do ancião. Que nunca são do mesmo sangu...

Escrevo cantando.

Tanto faz, que nunca me lembra do mais. Sempre passo e volto atrás. Vejo dias de nobre ver. Perco tempo lembrando em me conter. Grito alto pra sorrir. Choro junto sempre aqui. Porque se for pra ser que seja de uma vez. E não como os outros te mandam fazer. Ou como o mundo te obriga a ser. Claro, todo mundo se veste de árvore as vezes. Parado no campo com os braços retesados. Isso acontece. O vento passou, lá do lado de cá. E cantou uma música me dizendo que era hora de chegar. Foi muito vento, mas pouco tempo. Passa tudo nesse mundo, menos alguns momentos.

1 minuto a +

Ter que perder. Ter que vencer. Tanto faz. Ter que viver. Ter que morrer. Até nunca mais.

Desenhei um boneco invisível.

E alguém me grita um grito inaudível. O cheiro de fumaça invadiu meu dirigível. Balança mais não cai era uma novela dos anos em que eu era pequeno. Mas me achava gigante. Mesmo não sendo. Meu tamanho mudou de prumo no rumo da história sem rumo. Dessa fruta eu gosto até do caroço, mas odeio o sumo. O cheiro de urina nesse blog hoje me fez vomitar. Vomitei sangue, coco e um pouco de "deixa pra lá". Deixa pra lá !

Mudo em mim. Gritando à ti (atchim).

Pensamos na linha reta que é a vida. Vão engano amador. A vida não é linha reta. A vida é torta e cheia de deformidades. Linha reta é a morte. Linha reta não é nem a verdade... Pode ser que muito seja descrito desse jeito. Como muralhas eternas em tamanho. Como vilões perversos e sem respeito. Muda muito pouco. Todos somos roteiros com um só final. É bem triste, mas o que muda é o miolo. Vem um de lá. Muitos de poucos. Me canso tão fácil de certas coisas: Michel Teló, gente pra trás, comida enlatada, água sem gás. Eu quero é grito de dor de um parto sem filho. Quero sangue que voa da jugular de nossas bocas em palavras e sentimentos guturais. Quero vida após a morte não por medo do inferno. Ou acreditar em algo, não por terror do invisível. Quero dias nublados em um país de desconhecidos. "Sois" nascendo ao contrário e luas discutindo comigo. Quero do tudo o nada e o tudo ao mesmo tempo, num compasso sem ritmo que muda todo momento. Que o facebook e seus duendes queimem no fo...

Grend e eu

Grendel :)

Está mesmo na hora do mundo acabar.

Com tanta gente sofrendo. Sem comida, sem casa, sem vontade de continuar. Acho mesmo que é hora do mundo fechar a cortina do palco e ir pro backstage do universo. Chega. Já deu. Sofremos com ventos, com as águas, com a terra e com nós mesmos. O mundo não aprendeu a viver junto. Odiamos coisas demais, dos vizinhos de porta até coisas que ficam do outro lado do planeta. Estamos cheios de nós mesmos. O planeta é um lugar bonito, pra alguns é lindo. E não é do tamanho da rua onde você cresceu, mas também não é grande demais. Era pra todo mundo caber. Sendo caber, ter algum lugar para chamar de seu. Algum lugar para ser zona de conforto de cada um de nós. Isso pode ser utópico. Pode ser virgula, é. Mas se pensarmos bem, quando digo que não cabemos mais aqui, não me refiro ao tamanho físico. Fisicamente, era pra Terra ir bem. Mas não vai. E agora, vivemos uma era de achar culpados. A culpa é de quem come carne. A culpa é de quem votou no Fulano. A culpa é de quem acredita em Maomé. A culpa é...