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A mostrar mensagens de dezembro, 2010

Marcelo Camelo, Natal, minha unha roxa. E a doce solidão.

Na minha teoria, as vezes minha boca se torna meu orifício anal e tudo que eu falo são fezes disfarçadas de palavras. "Eu ando em frente por sentir saudade...." canta meu iTunes. E eu feito um pateta canto junto... Duvido que alguém queira ouvir o que tenho para dizer sobre o coco. Mas eu preciso. As cortinas da eternidade me escondem muitos dias de sol e sinceras taças de vinho honesto. Um dia, o mundo vai ser um lugar cheio de abraços. E o papai noel não será proibido em cidadezinhas alemãs que não tem mais com o que se preocupar... Mas até lá, até lá somos o que somos. E o futuro nunca está errado dizia Machado Assis fumando seu cachimbo. O futuro nunca está errado e há quem diga, que o primeiro amor nasce pela necessidade de amar. Coisa linda hein ? O sempre só para solidão. Sempre sopra solidão, nessa direção. Ficou feio. Ok, Machado de Assis me deu uma surra literaria. Mas quem aqui não à tomaria com um sorriso no rosto ? Uma gaivota não faz verão. Mas meu verão não tem...

Mais escuro que a escuridão.

Vivemos para morrer no silêncio. Morremos para viver no esquecimento. Tudo ao mesmo tempo.

Local Natives, Vinícius de Moraes e uma noite de pouco sono.

Fumei demais. Eu sei que fumei demais quando minha boca amanhece com gosto aspero e azedo "ontem a noite". Quem já sentiu o gosto de "ontem a noite" sabe como é. Foto de começo de balada, todo mundo abraçado sorrindo. Corte para foto de pessoas dançando de olhos fechados, recortadas pela meia luz. Corte para dia amanhecendo e pessoas sorrindo conversando sobre os pés dos ouvidos alheios. Corte para olhos se abrindo e expressão de sabor "ontem a noite". Dificil decidir. Sempre é. Nunca é. Como ser julgado pelo teu passado pode te ajudar a ser melhor no futuro ? Bem simples não ? É errando que se aprende e aquele blá blá blá todo... A vida é curta demais para semáforos fechados ! Ninguém pode corrigir o que já viveu ! Caminhar é mais importante que chegar ! Nunca olhe para trás. Nunca diga nunca. Quem poderá dizer por onde anda Vinícius de Moraes ? Com certeza você pode. E continua chovendo sobre mim, exatamente como o Travis disse que seria. : /

A menina de flores no cabelo.

Quanto mais perto menor fica. Se te olha os olhos, viras pedra. Poesia sem vírgulas ou pontos ? Conheço bem, meu escrever sempre foi torto. E a rima que me dá tanto nojo. Continua nessa trilha. O caminho é o que chamo de vida. Nunca paramos e nem poderemos parar. Vivos caminham para se ver. Mortos para se encontrar. Tudo se move no Reino da Alegria. Só a tristeza, essa velha amiga, sentada sozinha. Numa sala vazia. Em companhia da solidão. Que não faz companhia alguma. E todas as coisas se tornam só uma: A menina de flores no cabelo.

Um café de bom dia.

Numa daquelas conversas hipotéticas onde o tudo pode ser qualquer coisa, ouvi minha xícara de café falando que eu sou um tanso ! Ela borbulhava o expresso dizendo que tudo que eu fazia era sandice e não acreditava mais em solução pra mim. "- Estou cansado das tuas sandices ! Que merda ! Depois vem me abraçar os lábios correndo lágrimas salgadas pra dentro do café... Porra !" Ela tá certa. Uma xícara de café de bom dia e eu entendo o significado da vida ! Que Buda que nada ! Deixa que eu abro o caminho do meio sozinho. Se eu me preocupo com o que há por vir ? Claro, e muito ! Mas que escolha temos, além de estar lá ? Fugir ? Cagar no pau ? Dar uma de franguinho e correr pra barra da saia do pai ? Só se eu for abraçar um defunto ! Se liga, dá pra fazer melhor que isso ! Minha xícara pode estar certa e quase sempre ela está. Minhas sandices são realmente bem irritantes... Mas não sou só sandices e desatinos desenfreados. Esse caldo engrossa um pouco mais ainda :) Claro que engro...

A sinfonia dos lobos.

Alta noite, ninguém os desafia. Sempre haverá quem admire a alcateia cantando seus odes a Lua. Sempre haverá a Lua à ouvi-la. Nem sempre haverá uma alcateia :)

O Reino Das Coisas Que Se Acabam.

Eu escuto a tua voz na minha cabeça. Vejo sombras me perseguindo na rua. O amarelo antigamente é menos amarelo e mais antigamente. O céu azul brigadeiro é um pouco menos doce aqui. Uma gaivota fez coco no meu ombro e eu consegui sorrir, olha só que evolução ! Molde-me como madeira e me guarde como uma jóia. Não como uma ferramenta enferrujada e torta. O negro da noite nem parece tão escuro aqui de cima. O mundo é um balde sem fundo. Ninguém consegue carrega-lo. E tem uma torneira na base. Pensamos na vida como se a eternidade fosse uma opção. Como se morrer fosse um pesadelo. E nem tudo é ruim. Meus pulsos doem. Minha cabeça gira. Minhas costas estalam. Eu perco meu tempo, pensando na gente. Pelo menos eu perco meu tempo fazendo algo bom. Sem recados. Sem cartas escritas a mão. Só marionetes dançando no palco do teatro ao som de Bach. Enquanto nosso diretor fuma longos cigarros na janela, vendo a banda passar. Só isso.

Me encolhi ao levar o tapa.

Levanta a cabeça e vai, diz a canção evangélica enquanto eu dirigo meu carro passando na frente de uma igreja. Toda aquela gente, balançando o corpo bem de leve... Esquerda e direita, esquerda e direita, esquerda e direita... Suave. Parecem zumbis. Minha janela mostra o mundo que eu não quero ver. A cidade é linda e nojenta ao mesmo tempo. Muitos postes, muitas casas abandonadas. Muitos muros pichados, muita sarjeta suja. As árvores bonitas e as pessoas estranhas brigando na frente dos bares. Flores e as rodas dos carros. É foda, eu sei. Tudo que termina é uma merda. É sempre uma merda, é verdade. Eu só queria estar aí contigo, é o que disse. Nada do que você quer, é o que quero, foi o que eu ouvi. Uma merda mesmo. Me sinto um adolescente de 16 anos ouvindo Yellow do coldplay, dá pra sentir ? Foda né ? Parece que o mundo é um pinico e Deus está segurando sua sagrada pica sobre nossas cabeças. E urinando o mijo dos céus, literalmente. Tudo se preenche com aquele cheiro nauseante de deje...