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A mostrar mensagens de setembro, 2010

A minha nova banda de antigamente favorita.

Acordei com minha tv ligando no timer. Logo depois meu celular faz o som de um piano. O mundo se levantou, e eu também preciso... Superchunk é o nome deles, estavam tocando Art Class (http://www.youtube.com/watch?v=yzcUOX1vOKA). O google me contou que eles são de 1989, eles vieram do passado. Possivelmente em uma máquina do tempo construída lá pelo Dexter fortão do cartoon network que se perdeu no eixo tempo x espaço. Dificil saber quem ainda não se perdeu... !? Num planeta onde o restart é cogitado pra ser a banda "revelação" é claro que eu vou me sentir um alienígena. E tomara que todas essas meninas com 13 anos e 2 meses de idade sintam muita vergonha de ter gritado um dia pra eles. Diz um amigo meu com toda calma do mundo: "- Elas pensam neles, como se fossem os Beatles". A normalidade insiste em se formalizar. O mundo das pessoas iguais não para de crescer. E estamos em guerra. É desesperador. As guerras do novo mundo são travadas em praticamente absoluto silên...

Esboço.

Imagem
Minha cama se transforma num oceano de tecido. Meu barco flutua triste, meio que perdido. Pensamentos que antes eram claros e gentis. Agora se distorcem em pesadelos de agonia sem fim. No peito, meu coração se rende a lama e ao chorume. Escorre por minhas narinas e orelhas, a insatisfação. Meus pés tão felizes que eram antes, caminhando sob o sol. Agora se prendem a erva daninha, que me corta a carne sem dó. O caminho muda e parece impossível ficar pior. Meu ver se perde por entre tudo que percebe. Abandonando minha razão ao desespero. Rasgando a gentileza como pano velho. Me forçando a ver, o que só vejo com esforço: Nada e tudo são só um esboço. Arte de: (Thamar de Araújo - Esboços de lápis e carvão)

Dizem as más línguas.

Que feliz é o passarinho que voa todo o céu ! E o Hitchcock nunca recebeu um Oscar. E a morte só é fim pra quem tem medo. E é isso aí.

Micro conto (1) (Sem título)

Havia se perdido, de novo. Sem mapas, GPS ou pessoas na beira da estrada para lhe informar a direção. "- Se ao menos eu conseguisse não me lembrar do caminho..." - pensou enquanto dirigia.

Embrulhado no meu cobertor.

Existe um portal pra outra dimensão: meu cobertor. Todo sábado de manhã, quando eu fico acordado, deitado, balançando meus pés embaixo do meu cobertor o portão se abre. E eu posso entrar. São as Terras de Mim, já falei sobre esse reino aqui antes. As Terras de Mim são um aglomerado de reinos mágicos, onde praticamente tudo é possível. Posso me ver criança brincando com meu pai, posso visitar a "antiga armadura" quando quero (também já escrevi sobre ela aqui...). Posso visitar o lago das Eternas Lágrimas quando preciso ou tomar um café com os elfos do Bosque Mais que Verde. Todos são ótimas companhias aqui. Normalmente quando me percebo, já é hora de voltar... Infelizmente o portal se fecha ao sol do meio dia de sábado. De todo sábado. E eu preciso voltar antes disso. Ou eu ficaria preso lá para sempre. No último sábado, ouvi uma boa história contada por um Mestre Armeiro das Terras de Mim. Ele disse fumando seu cachimbo de barro cheio de erva hobbit: " - Aquele peso em m...

Sobre estar só, eu sei. Nos mares por onde andei. Devagar.

Doce o mar, perdeu no meu cantar. Por que Los Hermanos é tão legal ? Não rimou. Em época de propaganda política eu vi um bom filme. Eu assisto vários filmes em época de propganda política, Fantastic Mister Fox não é novo mas (tsc tsc blinc) é bom pra caramba. Eu disse caramba !? Maldita geração anos 80. Mentira, bendita geração anos 80. Bateria marcada e eu vi um caminho diferente. Menos pedras na terra fizeram meu cavalo alado decolar voo. De cima tudo é mais bonito, o céu é mais azul, as núvens mais branca e até o ska tocando no meu ipod ficou ouvível. Meu texto tem tido muitas censuras ultimamente, muita coisa do que escrevo eu mesmo me proíbo de publicar. Não que seja mais ou menos importante. Só que que a tua solidão me dói e que é dificil ser feliz ! Mas do que somos feitos todos nós, você supõe o céu. ;)

Eu e tudo que já passou por aqui.

As vezes, não poucas vezes, muitas vezes... Vou recomeçar: Quase sempre, eu me sinto como sentado numa pedra na beira do caminho, vendo todo mundo ir. Tá bom que a grande maioria também não faz a mínima idéia de para onde está indo, mas ainda assim vai. E mais, riem de quem não os acompanha. Algum idiota disse que a estrada é cheia de pedras e blá blá Paulo Coelho blá blá... Dificuldades todo mundo tem, pra mim depende de como você olha pra dificuldade. Parece imbecil e piora se você pensar a respeito, mas ainda assim vale a pena: existe uma perspectiva da dificuldade que torna ela em prazer. Encontra a sua. Babaquice. Eu ando meio mal educado. Enclausurado na minha jaula. Ando tocando meu violão baixinho pelos cantos da minha casa. Ando dormindo demais. Eu não ando. Tudo que já passou por aqui, deixou um pedaço comigo. Eu costumo costurar os pedaços ao meu próprio corpo, me torno a soma de um conta que nunca termina. Tanto faz.

A Yoko Ono é uma idiota.

Sigur rós é um cara legal. Na verdade eu não posso dizer isso, não o conheço. Nem conheço a Yoko também. Chamar de Yoko como se ela fosse a menina da confeitaria que me vende café, é nem de Yoko eu posso chama-la. Preciso chama-la de Yoko Ono. Mas posso corrigir esse título pra uma ofensa quase mais áustera do que chama-la de idiota. Posso dizer que a arte da Yoko Ono é uma idiotice. Uma das grandes. Digo isso baseado no que vi recentemente dela. A gente já volta nisso. Mas antes: A um mês e pouco atrás conversava com um amigo sobre o trabalho do filho do John Lennon, o Sean Lennon. Que apesar de se chamar Sean Lennon, vai pra todo sempre ser o filho do John do Beatles. E sobre o episódio dele no Brasil, conversando com os Mutantes que ainda eram legais por não tentarem reerguer suas carreiras das cinzas de todos baseados fumados nas décadas passadas. Enfim, diz a lenda que Sean Lennon, o filho do John do Beatles perguntou empolgado pra algum integrante dos Mutantes: "- Acho o som...