Passo a passo.
Desculpa pro tempo, é vento. Brisa é fala gentil. Correndo suave. Como água escorrendo, em riacho solitário. Fim de tarde no inverno. Abraço em verdade. Tudo assim... Já ventania de chuva é grito. Como lágrima caída em pingo. Núvens de rostos feios, franzidos. Trovoada triste de adeus. Voa a roupa do varal. Feche a janela. Capeando os carinhos e amores. Molhando as letras das cartas. Fazendo que o coração se parta. Em silêncio macota. E lá dos altos. Longe de se ver. Trincha o céu, raio de sol. Como boa nova de batalha vencida. Milagre de boa vinda a nascer. Vindo como última esperança vencida. Entregue ao bem querer. Mostrando que o dia do dia é o amanhã. E que o futuro vive, sem nunca morrer...