Brilha, brilha estrelinha. Vem em segredo pelo vento. Suspiro soprado sozinho. Sozinho não, porque suspiro que é suspiro sai de boca. Vem na calada do dia, no meio do fim. Antes do retorno da lua. Meio que quieto. Meio que falado. Cheio de desenhos e rabiscos riscados. Tá pintado como quadro retocado. Eu me confundo na passada e não caio na calçada. Me voa pedra pesada mas eu desentorto a faca e dá pra continuar. Sim, dá pra continuar. Remada contra a maré é coisa comum. Tudo aponta pra um lado, mas sozinho rema-se. E se desistir perde. So, let it go ! A gente precisa aprender a falar menos, eu sei. Não é coisa de um ou outro. É coisa de grupo, de um monte de gente junta, falando mais do que deveria. E menos do que consegue, fato. Fato ? Fato ! Não se tem muito, mas o pouco que se tem é bem precioso. E eu penso naquilo em que não botamos preço, mas só percebemos o valor quando deixamos de ter. Exemplos ? A saúde, nossos pais e a sinceridade de acreditar em outra pessoa. É mais caro do ...