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A mostrar mensagens de fevereiro, 2010

Eu não consigo lembrar de quem eu era.

Nem eu.

Quadrilha - Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos,Teresa foi para o convento,  Raimundo morreu de desastre e Maria ficou para tia. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

Nada pode parar a repetição !

De novo: As distâncias daremos o título de meras formalidades. Porque no tempo e no espaço nada é impossível. Como também existem mais mistérios entre o céu e a terra do que o seu dinheiro pode comprar. É triste eu sei, mas nem tudo pode ser pago com moedas e notas de papel.  Toca o piano porque lá vem lágrima: Corre o boato de que o rosto é a janela pra alma. Por isso ela frequenta blogs de maquiagem, ele corre mais de 6km na esteira, todo dia. Por isso não se come açucar, frituras, evita-se o alcool e a balbúrdia ! E no fim, aaah o fim ! Sim, ele vem como um trem sem freios. Como a chuva que não pergunta se pode cair. Ele entra pela porta como um visitante inoportuno que possui a chave do teu coração e desliga a chave central. As máquinas param devagar. Fazendo aquele ruído terminal (uuuuuuuuuôh...). E você grita: "-Por favor, me deixa ficar aqui um pouco mais..." Enquanto seu corpo é arrastado pra fora da casa. E não adianta chorar. Espernear. Gritar. Brigar. Fugir. Se rev...

Títulos repetidos me perseguem.

Pra todo beijo que se rende, existe um olhar que repreende. Distante ou próximo, até porque isso é relativo. Tão relativo quanto qualquer outro aspecto que citarei. Com raiva ou felicidade. Em silêncio secreto ou balbúrdia alardeada. Em mentira ou verdade. Voando ou no chão. Sabendo o que está fazendo ou perdido entre as veredas do sol e da lua. E não tem sentido não ser assim. Porque até o sentido de ser assim é questionável.  Tudo que era mentira e virou verdade. Como dito em "Peixe Grande" que de tão repetido acreditamos. Como as coisas da vida que se escondem por entre as colunas que já passamos. Paranhos e pó. Ecos do que foi e não consegue mais ser, porque não deu pé. Morreu. Ou simplesmente desistiu de tentar. Eu de novo, no novo dia. Do novo sol que nasceu enquanto a lua morria. Me vejo escrevendo um título repetido. Novamente. Mais uma vez. Mais de uma vez. Pois ser só o que se é, é só o que se pode ser. Demora só, pra se conseguir ser. ;) Lembrando: toda eternidade ...

Fenix -1903

Eu sonhei com um mundo torto sem linhas retas e testas franzidas. Só com sonhos e vidas. Com chegadas e nenhuma partida. Sonhei com um mundo novo com rosto velho e peito aberto. Com a boca cheia de revolta cuspindo forte contra tua cabeça virada. Sonhei com um mundo bonito onde o feio era lindo. Sem chaves em baús antigos e com portas abertas a meus amigos. Sonhei com o diferente cheio de luz, música e gente. Iluminado e contente. Brilhando em ouro, diamante e tempo. Sonhei com dias sem fim noites de verão sem tristeza ou choro. Com palavras de veludo onde nos deitamos. Sem ouvir os gritos dos outros. Sonhei com um lugar sem ruas onde carros corriam sobre patas. Latindo e brincando como vira-latas. E toda casa, era de cachorro. Sonhei com cores, com cheiros e dores. Vários céus brilhando no ar. Com o caminho para se pisar. Sonhei com plantas que falam e animais que cantam. Sonhei com beijos perfeitos e mortos que se levantam. Sonhei com círculos quadrados e olhares redondos. Com o ar d...

A rainha da 1a vez.

Tudo é novo. Nada já aconteceu antes. Pela primeira vez ela pisava fora de casa, era tão diferente. Durante as noites passadas, o destino havia sido tão grosseiro e abrupto. Mas não mais... Esse era o fim das coisas como ela conhecia, e pela primeira vez, se sentia confortável com a situação. Dias longos viriam diante seus pés, pedras aos caminhos, tempestades intermináveis... Tudo a mais pura verdade e pela primeira e única vez. Não importava o quanto se caminhasse, a linha do horizonte era mais rápida. Aparentemente impossível de ser alcançada.  "- O que posso fazer ? É culpa minha ?" - Claro que não, afinal, você nunca fez isso antes. Lhe respondia o narrador. A relatividade das histórias está dentro dos ouvidos que a ouvem. "- E você não é o dono do que escuta ! Lembre-se disso". E continuava a caminhar em direção a lugar nenhuma... Para longe daqui, e rumo a porra alguma ! Palavrões, chega deles. Sejamos bem educados, por favor. Tudo bem, textos escritos em for...

Juntando peças !

Eu montei um quebra-cabeças. 

The riot squad e eu !

Eles não chegaram de supetão. Não invadiram a cidade como romanos enfurecidos pelas palavras de um César qualquer. Carregando seus estandartes e estupros pelas ruas centrais... Não, não foi assim. A verdade é que eles formavam uma massa de insatisfeitos a muito tempo. Descontentes com suas realidades, mas não por falta de educação, saúde e segurança como todo o resto do país. Eles sofriam com a falta desses serviços, como todos os outros. Mas não foi isso que os motivou. Estavam cansados de ranger seus dentes em silêncio. De afiar suas facas  e depois  guarda-las. Estavam cansados de se sentirem tão iguais a todo mundo. Comendo, trabalhando e dormindo como todo mundo. E por mais que os que eram ricos, viajassem e comprassem novos apartamentos gigantescos de frente para vistas maravilhosas, no fim... Era tão vazio quanto se nem tivessem existido. Como se o silêncio de suas almas calasse todo grito de felicidade que qualquer bem material pudesse comprar. Ou, por mais que os pobres queima...

Anselmo - Luiza mandou um beijo.

Anselmo, faça cinema, por favor! Planos cortados e beijos em PB Tente filmar o que você sente! Não enquadre a cena, focalize o fundo, quebre a narrativa e distorça o mundo No negativo pinte traços de cores em tons pastéis Peça ajuda ao Gláuber e convide a Lygia para almoçar numa terça-feira e lhe contar os seus lamúrios de burguesa Jean-Luc Godard desfez o mar e Buñuel também foi Deus !

Smufly, o brigadeiro branco !

Nada de vento. Nenhuma folha se movia. Tirando das árvores mais altas. E as médias. E de algumas das baixas também. Na verdade tinha vento sim... Mas Smufly não o sentiu porque jamais sentia o vento ! Qual brigadeiro sente ? Nenhum !  Tudo bem, mas Smufly não era um brigadeiro ordinário. Já começando pelo fato de ele ser branco. Todos seus pequenos irmãos eram negros com chocolate granulado. Ele não. Ele tinha coco ao invés de chocolate. E era branco como neve mijada por um grande cavalo. Meio amarelado na realidade... A dois dias "Smuf" como lhe chamavam seus amigos, caminhava por essas campinas atrás de "Great Good" o vil. Eles sempre foram inimigos, mas raramente se desafiavam realmente. A dois dias atrás, Smuf tomava um copo de orvalho na famosa Taverna Lata de Leite Condensado, quando Great Good foi avistado na região. Quando soube, o brigadeiro branco saltou do seu banco e rolou até a porta rapidamente, subindo em sua barata alada e voando até os campos do Les...

Enquanto isso na liga da justiça:

- Culpado. - e bateu o martelo sobre o pequeno círculo de madeira repetidas vezes. "TUN, TUN, TUN, TUN...". - Você não pode fazer isso ! - Afirmou Fogo com os olhos e punhos cerrados. - eu fui injustiçado ! - Injustiçado ? EU, fui injustiçado ! Tu és uma piada ! - Contra disse o Cavaleiro das Trevas. - Essa liga reconhece as palavras de Bruce Wayne tanto como as suas Fogo, por favor amigos não se exaltem ! - disse o homem borracha !  - Ahhh maldito sejam... Isso não é um julgamento ! É um circo !!! E EU SOU O PALHAÇO ! - se exaltou Fogo, se incendiando ! - Como manda o costume, vamos as contra evidências ! Fogo, você tem a alternativas de apelar ! Junte suas provas e nos procure novamente, esse tribunal sempre estará pronto para a verdade ! - Humpf... - desdenhou o herói. - Ele não é mais o mesmo - disse o Sr. Destino. - Faz muito tempo que algo de errado está acontecendo aqui, e eu vou descobrir o que é... - respondeu o Capitão Marvel. - Calma rapazes, deixem que os fatos mo...