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A mostrar mensagens de fevereiro, 2009

Sempre só pra solidão. Sempre sopra solidão.

Pra ti, que não volta mais. Portas e janelas fechadas Silêncio inundado Frestas e cantos Fotos antigas Deixo as palavras de lado Não te espero Não voltas, eu sei Café frio e cigarros queimados Sem o sol de domingo a tarde Sem canções de alegre alarde Sem sorrisos e lugares Pra ti que não volta mais Desejo uma boa viajem Mesas de amigos e abraços de verdade Cartas de amor e sonhos sonhados. Desejo olhares finos E camas de linho Companhias gentis e taças de vinho Te vi ir embora Me bastou assistir Não fico triste, não te preocupa Podes ir Tenho minha piscina de silêncio Meus livros e amigos Tenho tuas histórias para contar E tudo que vale a pena lembrar Guardo aqui um baú antigo Com um pedaço da gente Uma foto do nosso sorriso O baú levo no peito A foto no coração O que pulsa não é o batimento É a lembrança da emoção. Saudades do meu pai ; )

Just (You do it to yourself) - Radiohead

Ouço alguém dizendo: "aqui se faz, aqui se paga...". Melhor, melhor... alguém cantarolando aquela musiqueta ridícula do Justin Timberlake: "what goes around, comes around...". Tá bom ! Gente curta essa que não consegue perdoar. Que se mete na vida dos outros, sendo chamada ou não, e acha que virou Sr.(Sra.) da razão. Que engoliu um Rei e quem tem certeza absoluta de que tudo que faz está 154.5% correto. Gente que não consegue enxergar um elefante, nem se ele estiver a um palmo de distancia da face. A idiotia é uma doença. A ignorância é uma característica. Conhece aquela: normalmente quem tenta te evangelizar não aceita que tu fales sobre a tua forma de ver a religião ? Essa frase não é sobre Deus. Definitivamente não. Essa frase é sobre o estúpido que tu guardas dentro de ti. Aquele imbecil que quer dormir até tarde. Que não quer estudar. Que é rancoroso, pouco interessado e simplista. Pra algumas pessoas ele fica no calabouço acorrentado a uma bola de ferro que p...

Ouvindo: Sky Stars Falling - Doves

Eu sonhei que não era eu. Sonhei que era alguém diferente. Conhecia meus amigos e amigas. Gostávamos igual. Mas era como ser outra pessoa vivendo minha própria vida. Tinha os meus mesmos problemas. Tinha as mesmas roupas. Usava o meu aparelho celular. Dirigia meu carro. Morava no meu apartamento. Só não era eu. Enquanto no sonho eu recebi uma ligação da minha mãe. E ela não me chamou pelo nome. Me chamou por outro nome. E eu atendi. E sorri. E ela sorriu. Disse estar com saudades. Disse que queria vir e ficar um pouco comigo, em casa. E o outro eu concordou. Disse que iria pega-la quando ela quisesse. Era só combinarem. Ela mandou o "eu do mundo dos sonhos" se cuidar. Comer. Fechar as portas. Estudar. Perguntou como iam os negócios. Se chovia em Blumenau. Se ele tinha visto meus irmãos. Coisas que mães dizem. Só não era eu respondendo. Mas ele sabia as respostas. Sabia o que dizer. Minha mãe mandou um beijo pro ladrão de vidas e desligou. Ele saiu da minha casa e encontrou me...

E o Oscar vai para...

"A vida toda pela frente, a bala vem pela costas..." Eu não acredito mais no Oscar. Melhor dizendo: eu duvido do Oscar. A partir de hoje, até o final da minha vida vou escrever oscar com o "o" minúsculo. Essa vai ser a minha pequena manifestação pessoal. Vai ser minha mini passeata solitária. (não eu não vou aderir a estética do Kanibaru Sinema). Eu explico porque: O oscar, existe desde 1929. De lá pra cá, muita coisa mudou. Acho que tudo bem, porque o cinema também mudou bastante. Novas tecnologias, a era digital, os temas antes não explorados, as idéias da platéia, as formas de direção e a internet são só alguns exemplos. Mas tem uma coisa que não é ligada ao cinema que mudou e acabou modificando a industria cinematográfica junto. A publicidade. A publicidade influenciou o cinema de uma forma devastadora nesses últimos oitenta anos. Anúncios maquiados por roteiros, peças que usam personagens fora das telonas, a forma como se vende os filmes, fitas e discos e princ...

Todo carnaval tem seu fim.

Daqui não dá pra ouvir a bateria. Mas eu sei que eles tocam alto. Sei que tem um monte de gente fantasiada dançando ao redor dos carros de som. Também não dá pra ver eles. Mas eles estão lá. Tem o pessoal dos pandeiros, das cuícas e dos apitos. Tem o pessoal com pouca roupa e muita coragem, tentando não cair do alto dos carros alegóricos. Tem o pessoal da pista, que dança coreografias com cinquenta quilos hipotéticos nas costas. Daqui não dá pra ver eles, mas eu sei que todos suam cachoeiras apoteóticas de euforia. Tem a plateia. O pessoal da arquibancada que lutou muito pra estar alí. Cabeça atrás de cabeça, com os olhos atentos a tudo que acontece. Tem o pessoal que está nos camarotes. Que fica acima de todo mundo. Como em uma analogia a pirâmide social. Tem o pessoal que empurra os carros. Eles fazem uma força danada pra tudo dar certo. E isso se repete. Grupo após grupo. A multidão vai e outra multidão vem. Só que fantasias diferentes. Letras de músicas diferentes. Ritmos, temas, f...

Ouvindo: Indefinitely, Last Train, Flowers in the Window, entre outras...

"O que eu faço pode ser uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor." Minha irmã me deu bom dia por email assim hoje. Achei legal : ) Ele abre vagarosamente os olhos. O sol já havia entrado. O quarto estava claro. As cortinas abertas e suas roupas de ontem, jogadas no chão. Antes de pensar em levantar, ele enche os pulmões de ar. Quando termina, percebe que junto com todos os litros de oxigênio aspirados ele trouxe pra dentro de si um odor diferente. Vira a cabeça pro lado enquanto sente o ar sair por suas narinas. - O cabelo dela é tão bonito. - ele pensa sorrindo. O tempo para por um instante. As cortinas parecem se mover mais lentamente contra a força do vento. Os carros lá em baixo fazem menos barulho. O sol manda alguns raios que lembram um final de tarde despreocupado em um domingo. Ele sente a própria respiração. Em movimentos suaves. O mundo parece um lugar melhor daqui. - Bom dia - ela diz. Ele sorri e responde: - Bom dia... - e deita a cabeça sobr...

Antes que seja tarde - Pato Fu

Voltei a ouvir Pato Fu, acho que já tinha me esquecido do quanto acho eles legais. Dei uma volta com meu cachorro ontem. Estávamos um pouco afastados nesses últimos dias. Com o recomeço da faculdade (e a minha frequência vergonhosa nas cadeiras universitárias), com o ano comercial começando a aquecer (a proximidade do FINAL do Carnaval faz isso com os brasileiros), os dias de chuva que tivemos (dois ou três ? no máximo ??? pura desculpa !!!), com minhas atividades sociais ligadas ao projeto de expansão do meu networking (que coisa engraçada...) e com as obrigações normais ligadas a minha rotina (da qual antigamente ele fazia parte...), acho que acabei negligênciando nosso relacionamento. O cachorro que eu tenho em casa se chama Gregory. Ele é um york que completa nove anos de idade em outubro desse ano. A verdade é que Gregy não é só um cachorro, mas provavelmente isso só vai ser verdadeiramente compreendido pelos membros da minha família (como todos outros cachorros do planeta, que t...

Ouvindo: Pomp and Circumstances - Smashing Punpkins

Já disse antes e repito: todo dia amanhece. É muito provavel que isso seja um fato imutável. Vamos viver nossos dias sobre as cidades desse planeta e quando nossos caminhos chegarem ao fim. As pessoas ao nosso redor vão chorar nossa falta. E depois o Sol dirá: "- Então tá. Tchau... te vejo depois !" - e com um largo sorriso ele se esconderá atrás da linha do horizonte. Acho que é por isso que a Terra gira. Pro Sol poder se despedir de todo mundo que deixa o planeta. O Sol é um cara muito atarefado. Tem muita gente indo embora todo dia... Ir embora, voltar. Ficar um pouco mais e ir embora de novo. Nossas vidas são cheias de regras. Mas não poderia ser diferente. Use um calçado pra andar na rua. Não saia de casa nu. Pare quando a luz vermelha do semáforo acender. Ande quando for verde. Não diga coisas absurdas para desconhecidos, afinal, o que eles vão pensar de você ? Não engorde muito. Não emagreça demais. Informe-se. Aprenda a usar o computador. Trabalhe, seja um membro prod...

Cat Power me atormenta.

Ontem parei em uma sinaleira. E um rapaz veio pedindo moedas de janelas em janelas. Observar as reações das pessoas pra quem ele pedia, é algo perturbador. Algumas pessoas não olham para o lado nem para dizer que não querem dar dinheiro. Um senhor deu notas e teve uma conversa trivial com o pedinte. Eu imagino que algo como: "- Você acredita em Deus ?" "- Sim senhor !" - com os dois olhos sobre as notas na mão do proprietário do veículo. "- Fica com Ele então..." - entregando o dinheiro ao rapaz. "- Obrigado tio..." e provavelmente pensou (ou deveria) "e você fica com seus carros, seus apartamentos e tudo mais..." Será que se ele não acreditasse em Deus, aquele senhor iria lhe negar o dinheiro ? De que Deus será que aquele senhor estava falando ? Na realidade, eu não vejo problema nas pessoas que não querem ou não podem ajudar pelo motivo que for. Só acho que negar a ajuda é bem mais polido do que ignorar o ser humano que cola no vidro ...

Eu e meus botões...

Os botões de Benjamin Button me fizeram pensar. E tudo bem, eu acho. Porque mesmo que o filme tenha um final previsível ou que seja produto de uma indústria pouco atenta ao registro cultural de uma geração... ele ainda tem seu valor. Mas não foi nisso que Benjamin me fez pensar. Apesar de constantemente me perceber raciocinando sobre essa "eterna busca pelo novo desconhecido". Benjamin Button me fez pensar sobre começos e finais. Sobre seu testamento conter: "... tudo que possuo é minha história...". Muitas vezes na vida, não percebemos as mudanças que acontecem em nosso próprio universo. Nem sempre é possivel definir a data exata de quando realmente nos tornamos amigos de nossos amigos. Ou quando realmente nos apaixonamos por alguém. Ou mesmo, o dia e a hora em que paramos de almejar esse ou aquele sonho. Meu ponto é que a vida é cheia de degradês e em sua maioria eles unem tinta invisivel a tinta impalpável. Nossas escolhas vão dizer pra que lado nossos pincéis ...

O final não tem fim. (The end has no end - The Strokes)

Como em um labirinto, sem o fio de seda de Teseu. Assim começa minha sexta-feira. Eu sei que tem um Minotauro escondido aqui dentro. Espreitando meus passos de forma furtiva. Buscando meus rastros. Em silêncio. Esperando o momento perfeito para investir contra mim. Aguardando um momento de descuido, de falta de atenção. Me analisando. E capaz de concluir seu objetivo. Dá até um pouco de medo. Pra Thomas Hobbes: "O homem é o lobo do homem." Mas eu tenho um plano. Um plano, uma poção e uma espada mágica... E ele não sabe disso ! :) Adendo: Isso não passa de uma analogia metafórica ruim.

O amor é filme e Deus um espectador.

Ontem, enquanto conversava com alguns amigos em um restaurante. Comecei a observar um casal sentado a duas mesas da gente. Eles haviam discutido sobre algo recentemente. Essa pelo menos foi minha impressão. Ele olhava pra esquerda, ela pra direita. Eles não se tocavam. Não conversavam. E aquilo parecia evidentemente não estar funcionando como deveria. Cheguei a achar triste. Pensei que era uma pena... Depois, deixei meus pensamentos flutuarem sobre essa superfície imaginária da minha criação e achei que era melhor mesmo eles discutirem, porque se não estava funcionando era importante saber o porque. Em um terceiro pensamento eu continuei com pena ! Achei triste. De repente. Do nada. Como se tudo estivesse bem na vida amorosa de Jonas e Arleide (eu dei nomes fictícios pra eles...), as mãos deles se encontraram. Elas sairam cada uma de um lado da mesa. A dele percorreu a Avenida dos Pratos sujos, dobrou a direita no Copo Semi-cheio e parou na Praça do Cinzeiro. A dela saiu de casa atrasa...

Murro na cara !

Sobre o que se escreve um blog ? Cotidiano ? Devaneios ? Livros lidos e filmes assistidos ? Política ? Escreve-se sobre oque se escreve em blogs ? Hoje eu vou usar esse espaço como um divã. Duvido muito que eu seja o primeiro e o último a dizer isso. Hoje vou sentar no meu divã e vou ficar olhando pra cara do meu Freud virtual. Em uma auto análise sobre as confusões da minha vida que é tão igual a de todo mundo. Hoje vai ser assim, amanhã eu volto... :)